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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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13/09/2016
Missa válida ou não?
Tema muito importante, ao tempo em que satanás tenta destruir a Igreja destruindo a Santa Missa.
 

Como faço para saber se a Missa que assisto é válida?

Como faço para saber se a Missa que assisto é realmente Missa? Para ser termos mais precisos e teológicos: Como posso saber se uma Missa é válida?

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Pe. Lucas Prados – Adelante la Fe | Tradução Sensus fidei: Alguns dias atrás recebi um e-mail de uma pessoa que me fez uma pergunta que provavelmente você também já fez em alguma ocasião: Como faço para saber se a Missa que assisto é realmente Missa? Para sermos mais precisos e teológicos: Como posso saber se uma Missa é válida?

Durante vários dias venho meditando se torno pública a minha resposta, porque eu sei que, embora seja importante que o católico saiba se realmente está assistindo a Missa, as dúvidas que podem surgir em pessoas de fé fraca e não formada, podem causar desânimo e mais confusão. No entanto, devido a importância e a atualidade do tema, creio que devemos tratar desse assunto. Alertando aqueles de fé mais fraca que pensem duas vezes antes de continuar lendo, para que a leitura não lhes cause mais confusão do que ajuda.

Em primeiro lugar digo-lhes que tanto a Missa “Novus Ordo” (ou de Paulo VI) como a Missa Tridentina (Rito Extraordinário da Missa em latim) são válidas. Outra coisa diferente é qual das duas Missas melhor expressa o significado sacrificial da Santa Missa. A este respeito, não há dúvida de que a Missa Tridentina, de longe, expressa muito melhor esta dimensão sacrificial.

Há poucos dias falava com uma senhora enferma de câncer que me dizia que ela precisava ir para o Laboratório X para conseguir a quimioterapia que estavam lhe administrando, porque ela não confiava na empresa que a trouxera ao hospital, uma vez que em várias ocasiões descobriram que estavam falsificando os medicamentos em laboratórios clandestinos[1]. Se temos o máximo cuidado quando se trata de saúde física, por que não podemos ter o mesmo cuidado, se não mais, quando a validade de um sacramento está em jogo, pois dele pode depender inclusive a nossa salvação eterna?

Dada a confusão e desordem litúrgica vigentes e desordem em nossa Igreja há mais de cinquenta anos, creio que é necessário para o cristão fiel saber com a maior certeza possível, se a Missa que está ouvindo é realmente válida.

Para que uma Missa seja válida, nela deve ser realizada a consagração do pão e do vinho; é por isso que uma Liturgia da Palavra não é Missa, ainda que celebrada por um padre, pois não se realiza a parte essencial da Missa que é a consagração.

Para que a consagração seja válida (e, consequentemente, também a Missa) são necessários os seguintes requisitos[2]:

  • Que o sacerdote seja validamente ordenado.
  • Que o sacerdote pronuncie a fórmula da consagração como aparece nos livros litúrgicos aprovados pela Santa Sé e pela Conferência Episcopal de cada país.
  • Que o sacerdote celebrante tenha a intensão de consagrar o pão e o vinho, para que assim se transformem no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Que, para a preparação do sacramento se use a matéria prescrita para o mesmo: pão ázimo de trigo e vinho de uva.

Examinemos agora cada um destes quatro pontos.

1.- Que o sacerdote esteja validamente ordenado

Dado que a Missa só pode celebrada por um homem que recebeu o sacramento de Ordem no grau de presbítero ou superior, presume-se que cada sacerdote que tenha um cargo paroquial em uma diocese esteja validamente ordenado. A única dúvida que poderíamos ter viria do bispo que o ordenou. Se o bispo que ordenou este sacerdote não celebrou este sacramento de acordo com os requisitos estabelecidos pela Igreja para isso, então o sacerdote em questão não estaria validamente ordenado e, como consequência, não seria um padre. Em outras palavras, as missas e os outros sacramentos que requeriam o sacramento de Ordem no grau de sacerdócio, seriam nulos[3].

2.- Que o sacerdote pronuncie a fórmula da consagração tal como aparece nos livros litúrgicos aprovados pela Santa Sé e pela Conferência Episcopal de cada país.

  • Se o sacerdote celebrante voluntariamente muda completa ou parcialmente a fórmula da consagração, nas palavras que são consideradas essenciais para a mesma, a consagração é inválida.
  • Se o celebrante muda a fórmula da consagração nas partes que não são essenciais, a consagração seria válida, mas ilícita.

O sacerdote deve respeitar com integridade toda e cada uma das palavras tal como aparecem no Missal aprovado pela Santa Sé, seja este do Novus Ordo como o Missal Romano Tridentino.

Quais são as palavras da consagração do pão e do vinho?

  • Pela consagração do pão: “Hoc est enim corpus meum” e as traduções dispostas pela Santa Sé. São consideradas essenciais para a validade: “Hoc est corpus meum”.
  • Para a consagração do vinho: “Hic est enim calix sanguinis mei, novi et aeterni Testamenti, mysterium fidei, qui por vobis, et pro multis effundetur in remissionem peccatorum” e as traduções dispostas pela Santa Sé. São consideradas essenciais para a validade: “His est calix sanguinis mei”.

Não é lícito acrescentar nem omitir uma única palavra desta dupla forma sacramental sem ser culpado de pecado grave, a não ser por distração involuntária ou inadvertência. E se a alteração é feita nas palavras essenciais para a consagração, não haveria consagração e, como resultado, tampouco haveria Missa.

3.- Que o sacerdote celebrante tenha a intenção de consagrar o pão e o vinho, para que assim se transformem no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se o sacerdote, seja por falta de fé ou por algum outro motivo, não tem a intenção de consagrar, — como a Igreja compreende este termo, e lhe dá outro diferente —, a consagração seria inválida.

Este talvez seja o ponto mais difícil de se comprovar objetivamente. Como podemos saber se o sacerdote realmente tem a intenção de consagrar? Dada a dificuldade de se saber objetivamente, pois a “intenção” é algo “interno”, perguntei a um sacerdote experiente e santo se havia alguma maneira de se saber com certeza. Ele me respondeu que se pode supor que um sacerdote tem a intenção de consagrar quando:

  • Sabe-se que é um sacerdote com fé.
  • Crê na Eucaristia e nos demais sacramentos e dogmas da Igreja.
  • Celebra a Missa com respeito, devoção e seguindo as rubricas tal como manda a igreja.
  • Sua pregação é profunda e sobrenatural.
  • Em sua pregação e catequese ele fala do respeito para com a Eucaristia, da necessidade de recebê-la em estado de graça santificante, e confessar-se previamente à sua recepção se houver pecado grave.
  • É respeitoso com o sacramento da Eucaristia, ajoelha-se diante do Santíssimo Sacramento exposto, quando passa diante d’Ele ou depois de fazer sua elevação na Santa Missa.
  • Purifica cuidadosamente os vasos sagrados e os dedos depois de distribuir a Sagrada Comunhão.
  • Não usa os ministros extraordinários da Eucaristia se não há necessidade.
  • Outros sinais externos: usa batina, usa os paramentos litúrgicos estabelecidas para a celebração da Santa Missa…

A presença de todos ou da maioria destes “sinais” nos falam a favor de que ele tem a intenção de consagrar. A ausência da maioria destes sinais falaria contra a sua intenção; assim, provavelmente, não haveria consagração, nem tampouco Missa.

O que deveria fazer um fiel quando acredita que um padre que celebra a Missa não tem a intenção de consagrar?

Primeiro de tudo, se possível, manifestá-lo ao próprio padre para comprovar se é imaginação ou se realmente há um problema de fundo. Se este primeiro passo não for possível, então, deveria manifestá-lo ao seu bispo, para que este faça as verificações necessárias. Independentemente disso, se tal situação ocorresse comigo, enquanto tudo se esclarece, eu buscaria Missa em outro lugar onde não houvesse dúvidas sobre a validade da mesma.

No entanto, devo dizer que se uma pessoa assiste à Missa de boa fé, crendo que o sacerdote cumpre os requisitos exigidos pela Igreja para a validade do sacramento, mas não tem a intenção de consagrar, o fiel teria cumprido com o preceito dominical, embora não receberia a Sagrada Comunhão, mas um pedaço de pão.

Outra coisa bem diferente é quando o sacerdote celebrante cumpre com todos os requisitos para a celebração da Santa Missa, mas ele, pessoalmente, está em pecado mortal, podendo confessar e não o faz por negligência. A Missa seria válida, embora o padre cometeria um sacrilégio por celebrá-la em pecado mortal.

4.- Que, para a confecção do sacramento se use o material prescrito para o mesmo: pão ázimo de trigo e vinho de uva.

É cada vez mais comum ouvir que nesta ou naquela Igreja celebram a Missa com biscoitos, ou que em vez de vinho, fazem-no com Coca-Cola…

A única matéria que o sacerdote pode utilizar na celebração da Santa Missa para a confecção do sacramento da Eucaristia são: pão de trigo sem fermento (no Rito Romano) e vinho de uva. Se o pão usado é de trigo, mas não ázimo, a consagração seria válida (enquanto a matéria da mesma), mas ilícita. Qualquer outro produto que se utilize que não sejam pão ázimo de trigo e vinho de uva, faz com que não haja consagração, e, consequentemente, que a Missa seja inválida, e além disso, sacrílega[4].

Pe. Lucas Prados

Publicado originalmente: Adelante la Fe – ¿Cómo sé si la Misa a la que asisto es válida?

Notas

[1] Embora a senhora me desse mais detalhes, apenas posso dizer-lhes que este incidente ocorreu na América do Sul.

[2] Aqui nos referimos ao Rito Romano da Santa Missa. Sobre tudo isso falaremos com mais profundidade no próximo Curso sobre Sacramentos, que começaremos, se Deus quiser, no próximo mês de outubro.

[3] Não confundamos a validade de um sacramento com a licitude do mesmo. Estudaremos isto mais detidamente quando falarmos no Curso sobre os Sacramentos.

[4] Para mais informações sobre isso, você também pode ver o artigo publicado em https://www.aciprensa.com/noticias/sepa-lo-que-debe-y-no-debe-hacerse-en-la-celebracion-de-la-misa/

FONTE > http://www.sensusfidei.com.br/2016/09/12/como-faco-para-saber-se-a-missa-que-assisto-e-valida/#.V9fxOfkrLIV

OBS > Ontem me enviaram um e-mail avisando que o sacerdote não pronunciou a fórmula da consagração, o que torna inválida a Santa Missa. É preciso que ele pronuncie as palavras exatas, sem inventar novas fórmulas. Mas o quesito que mais invalida a Missa em si é quanto ao sacerdote acreditar que a Transubstanciação vai de fato ocorrer. Isso o fiel não pode saber, porque não vê, entretanto para ele, o fiel o milagre acontece, porque o Espírito Santo é que atua, mas neste caso, em relação ao sacerdote, a celebração é sacrílega, porque se ele pronuncia as palavras - isto é o Meu Corpo e Isto é o Meu Sangue - entretanto não acredita no que afirmou, ele MENTE e mentira é pecado grave. Com isso ele comete um grave sacrilégio e o terrível é saber, segundo revelações celestes, que já 2/3 dos sacedotes não acredita no Milagre que celebra. É por causa deste diluvio de sacrilégios que o mundo está afundando tão rapídamente.

De qualquer forma, enquanto o sacerdote continuar pronunciando as palavras exatas, devemos aproveitar todas as Santas Missas que pudermos porque ela nos será tirada. Estão tramando isso no Vaticano e é profético que acontecerá. Se não acontecer mais a consagração, não deveremos mais participar, porque estará sendo cometido o "horrível sacrilégio" predito pelo profeta Daniel, porque a "abominação"  foi introduzida no templo de Deus. Então estaremos vivendo os últimos dias, porque a ira fulminante de Deus irá agir contra os malditos que tramam para isso. (Aarão)

 
 
 

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