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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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21/01/2016
Assim é a Missa (2)
 

2030623 ASSIM É A MISSA (2)

O texto que segue já estava no site desde 23/06/2003, mas continua válido. Ele complementa aquele anterior, que apontava mais para a Santa Missa de Sempre, quando este contempla mais a Santa Missa Nova. Não é tão completo nos detalhes como anterior, mas mais explicativo.
 
Sanctus: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo! A este canto, entoado uníssono pela assembleia e pelos anjos e santos presentes, desce glorioso o próprio Jesus. Então se inclina o sacerdote, em adoração, unindo seu gesto à corte celestial. Seria quase o momento de vermos, com os olhos da carne, descendo Nosso Senhor, para, através do sacerdote, Ele mesmo transformar as espécies no seu Corpo Santo. Com isso, nós, da assembleia, nos calamos também, profundamente compenetrados, silenciosos e postos de joelhos, porque é chegado o momento supremo, do nosso mais profundo mistério.  
 
Pela Igreja: Agora o sacerdote, pela oração que assim começa: Pai de misericórdia..., coloca toda a Igreja aos pés do Senhor nosso Deus, num último e humilde gesto de adoração e súplica. E estendendo as mãos sobre os dons, assim reza: Dignai-vos, ó Pai, aceitar estas oferendas, a fim de que se transformem no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho e Senhor nosso. Com isso, e como estamos oferecidos junto, no pão e no vinho, tudo é feito para que no momento seguinte, da Consagração, tudo possa ser santificado e transformado por meio do Espírito Santo, para oferenda perfeita ao Pai.
 
A Consagração: Pela força deste sacramento, eis agora o altar transformado na mesa da Santa Ceia, na qual Jesus sublima o mistério da Cruz, no altar do sacrifício. E pelas palavras: Isto É Meu Corpo Isto É Meu Sangue, que será derramado por vós e por muitos, acontece também aquilo que os olhos não vêm, mas que na verdade é o maior de todos os mistérios de nossa fé, ou seja, a transformação das espécies, pão e vinho, no Corpo e no Sangue de Cristo. Ou seja, nós continuamos a VER apenas pão e vinho! Mas na realidade É CORPO. Na verdade É SANGUE!
 
As palavras: Pois no momento em que o sacerdote pronuncia as palavras da fórmula da consagração, ele não está, somente, unido a Cristo – vejam a tremenda responsabilidade dele – mas por ação divina, ele penetra diretamente no mais íntimo do Mistério de Cristo. Na verdade, Jesus está no sacerdote, e é justo por isso que ele diz: Isto é o MEU Corpo! Isto é o MEU Sangue! Eis que se a fórmula fosse apenas humana, ele repetiria assim: Isto é o Corpo de Cristo! Isto é o Sangue de Cristo.    
 
Mistério: No momento destas palavras, no cálice e na patena, estão também os nossos pecados e os de toda a humanidade, de todos os tempos, passados, presentes e futuros. Por eles Jesus é mais uma vez e sempre esmagado por nossa culpa, e realmente está mais uma vez pregado na Cruz, e sofre misticamente a Sua Paixão Dolorosa. Reafirmo: sofre sim, ou a Missa não seria Sacrifício. Ou seja, não simboliza, não simplesmente representa, não apenas quer dizer, mas sim, É, com toda a expressão profunda de sua essência. Na Missa é tudo um lembrar, um rememorar, um voltar no tempo e se perpetuar nele – pois é Sacrifício e é Eterno – mas não para atrair uma realidade estéril, e sim para concentrar nela uma verdade suprema e eterna.
 
     Neste momento da Consagração, concentra-se ali no altar um profundo sentido de eternidade. Na verdade, todo o céu se faz presente, em adoração e sublime enlevamento. A própria Nossa Senhora, mais do que ninguém está profundamente prostrada em adoração, e de joelhos, assim como estava aos pés da Cruz. Como poderemos nós estar de modo diferente? Por isso, não é bom intercalar cantos, nem mesmo jaculatórias entre a consagração das duas espécies separadas, pois isso desconcentra e descompenetra. Isso realmente quebra o silêncio de morte que se abateu sobre o Calvário no momento da morte de Jesus.
 
     Porque, Mistério maior, que em sentimentos contraditórios se desdobra, ali não está somente a lembrança da morte, mas a passagem para a vida, não está somente a humilhação, mas a glória, não está somente a dor, mas também a alegria, não está somente o desespero e o sentimento da perda, mas sobretudo a fé e a esperança que se confirma, enfim, está a certeza de um tempo terreno que finda, para o tempo sem fim da eternidade. Eis porque se diz: Sacrifício da Nova e Eterna Aliança.
 
Mistério da Fé: Na verdade, este momento sublime, em si, não deveria acabar jamais. Quando o sacerdote diz “Eis o Mistério da Fé, é preciso que vivenciemos cada segundo desta hora sublime, enquanto nosso coração deve estar pulsando junto com o de Jesus, continuando a clamar com os anjos e santos presentes, que não cessam de louvar a Deus dizendo: Santo, Santo, Santo!
 
A morte: Anunciamos, Senhor, a Vossa morte... Quando assim nos expressamos, damos o mesmo testemunho que deram todos aqueles que estiveram aos pés da Cruz, entre eles Maria Santíssima, João e outros discípulos, assim como o centurião romano que disse: Este homem era realmente o Filho de Deus! Neste momento, se estivermos realmente no profundo enlevamento necessário, podemos ter a certeza absoluta de que o Céu é aqui na terra, através do Sacrifício da Santa Missa. 
 
 E proclamamos a Vossa Ressurreição. Com estas palavras de esperança, o sacerdote nos indica que toda a nossa miséria humana e perecível é assumida pelo poder infinito de Cristo. Assim, abre-se para nós a certeza da vida eterna, porque somos todos transformados para uma vida nova, em Deus e para Deus.
 
Vinde Senhor Jesus: Quando pronunciamos estas palavras santas, não apenas estamos pedindo ao Senhor que venha a nós através da recepção de Seu Corpo Santo, mas sim e também, para que aconteça finalmente a Sua Vinda Gloriosa, no último dia, e dia da nossa libertação plena. 
 
Memorial: Celebrando, pois, a memória da Vossa Paixão... Quando sacerdote assim se expressa, ele relembra toda a Paixão dolorosa de Cristo, ao mesmo tempo em que comemora a Sua vitória sobre a morte na Ressurreição, também a sua ascensão Gloriosa e a glorificação Dele no Céu, onde está sentado à direita do Pai.  
 
 Neste momento, o sacerdote mais uma vez nos entrega a Cristo, para que Ele faça de nós uma perfeita oferenda, agradável a Deus. Eis o motivo pelo qual devemos estar sempre em estado de graça. Como poderemos ser oferecidos, dignamente ao Pai, se estamos em estado de falta? E mais, que isso acontece em companhia da Virgem Maria, dos anjos e dos santos que não cessam de interceder por nós, diante do trono do Altíssimo.
 
A Igreja: Aqui o sacerdote reza por toda a Igreja, e pede para que, alimentando-nos do Corpo de Cristo, formemos um só Corpo com Ele, e que sejamos cheios o Espírito Santo, para o bem nosso e da nossa Santa Igreja.
 
Os falecidos: Neste momento da oração sacerdotal, o celebrante lembra os falecidos, em especial aqueles nas intenções dos quais se anunciou no início, mas também de todos os falecidos, a Igreja Padecente e a Igreja Glorificada. Neste momento, muitas almas do purgatório sobem ao céu, porque o valor de remissão de uma Missa, assistida em estado de graça, é infinito. Ou seja, TUDO se pode conseguir de Deus, através da Santa Missa, pois através do próprio Cristo imolado no altar. Mas cuidado, a Missa pode ser causa de condenação, para aqueles que comungam em pecado grave.
 
Oração Sacerdotal: Algumas orações da Santa Missa são exclusivas dos celebrantes. Entre elas está: Por Cristo, com Cristo e em Cristo... Ela não deve ser rezada pelos fiéis, que apenas respondem o Amém final! Infelizmente, muitos sacerdotes descumprem esta regra, e todo descumprimento da liturgia é fonte de perda de graças. Seria certo nos colocarmos pessoalmente no lugar de Deus? Falar o que compete a Ele? Isso significa nos metermos onde não somos chamados.
 
    Ao término da Oração Sacerdotal, começa a terceira parte da Missa, pela: 
 
 A comunhão é o ponto culminante de toda a Liturgia voltada ao Sacramento da Santa Eucaristia. É nela que o Cristo, ofertado no altar da Santa Missa ao Pai, é aceito como vítima perfeita, em expiação dos nossos pecados, serve agora de alimento a todos aqueles que se acham devidamente preparados e que acreditam neste sacramento Santo. Caso contrário, ele pode ser também causa de juízo e condenação
 
     Trata-se de uma união íntima com Deus. E assim, como o sacerdote tem seu corpo invadido pelo de Cristo – pelo dom da subtilidade – também nós agora podemos fazer parte Dele, pelo Mistério da presença Real, que nos dá a vida, santifica e nos prepara para o banquete da Vida Eterna. No mistério da paixão, neste momento Jesus desce da Cruz, e está pronto para entregar Seu Corpo a nós, como alimento perfeito, de salvação eterna.
 
Pai Nosso: Chegamos agora à última e preciosa oração, que antecede à comunhão. Nela temos o corolário de toda a vida cristã. Nela fazemos sete pedidos a Deus. Três primeiros em relação ao próprio Senhor, e os quatro seguintes em relação a nós. Num destes, pedimos o pão diário. E que Pão melhor podemos pedir a Deus que o Pão da Vida? Esta oração, entretanto, a devemos fazer com profundo respeito, com profundo recolhimento interior, não só porque se aproxima a hora do banquete e da nossa íntima união com Cristo, mas porque estamos ousadamente pedindo ao Pai que nos dê este Pão Divino, o Maná Celeste, e isso somente poderemos acolher na humildade e no agradecimento. 
 
Cordeiro de Deus: Ao partir a hóstia – maior – consagrada, agora Corpo de Cristo, e o sacerdote ergue este Corpo preciosíssimo aos céus, ele quer lembrar o esmagamento do próprio Jesus, por causa de nossos pecados. O sentido é dizer-nos, então, que temos uma grande culpa nesta morte, por causa de nossos pecados, de nossas indiferenças, de nossas faltas de amor e de caridade. Mais ou menos como se dissesse assim: Olhem bem aqui, o que vocês fizeram! Eis que, por isso, fazemos ressoar repetidas, três vezes as palavras: Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo! É quando deveríamos bater no peito, lamentando as nossas faltas, e expondo ao nu a nossa extrema miséria.
 
Último pedido: Ao colocar um pequeno pedaço do Corpo de Cristo no cálice, misturando- o com o Sangue Precioso, o sacerdote executa um gesto de união de singular efeito. Primeiro – se deve saber isso – quando na Santa Ceia Jesus fez a mesma coisa, ele lembrou naquele momento de Sua Mãe, Maria Santíssima. Em síntese, Ele quis indicar a participação dela no Mistério da redenção humana, parte sem dúvida significativa, porque nunca devemos esquecer que foi o sangue de Maria que foi dado a Jesus. E assim, nada mais justo que, ao final, também o corpo santo de Maria – co-redentora – nos seja servido misteriosamente, prova de que é impossível separarmos a Mãe de seu Filho Jesus.
 
     Depois, esta imersão quer significar também a nossa ressurreição futura, quando nosso corpo mortal ressuscitará, glorioso, assim como o de Jesus. E este mistério Supremo, nos prepara então para recebermos finalmente o Corpo Santo, Pão da Vida Eterna, nossa garantia de salvação, pois Jesus falou: Quem come a minha Carne, e bebe o Meu Sangue, terá a Vida Eterna... e Eu o ressuscitarei no último juízo (Jo, 6). 
 
A vítima: Na patena colocado, está ainda o Corpo de Jesus. Descido da Cruz, inerte, aparentemente despido de sua divindade, eis que está morto o Cordeiro manso e humilde, silenciosamente esperando a hora preciosa de tornar-se alimento, porque na Eucaristia, efetivamente, Jesus se doa inteiro. O sacerdote é testemunha deste tocante e singular momento. E neste instante, com profunda adoração e respeito, toma-o nas mãos, e ele próprio é o primeiro a receber o Sacramento da vida. No cálice está o Sangue precioso, que o sacerdote bebe, fundindo completamente o seu corpo ao do Senhor, numa união que transcende aos Céus, e ultrapassa a nossa pequenez 
e o nosso entendimento. Enfim, numa última genuflexão, O adora profundamente, como prova de que acredita neste Deus presente, real e verdadeiro.
 
Não sou digno: Agora, finalmente, reconhecemos nossa indignidade, rompendo com o nosso eu. Finalmente nos curvamos ante a realidade suprema deste Mistério profundo, e tremendo interiormente, e fremindo de profunda compunção na alma, como que gritamos ao infinito de nosso Deus: Senhor, eu não sou digno, de que entreis em minha morada, mas diga uma só palavra e serei salvo. Esta frase perpetuada, expressão da mais profunda e humilde fé, manifestada por um oficial romano e pagão, deve realmente nos servir de exemplo. Somente na humildade extrema, e na adoração profunda, podemos encontrar a Deus.
 
O Corpo de Cristo: Agora o momento mágico da nossa união com Cristo. Devidamente preparados, isto é, com a alma livre de pecados, nos dirigimos passos lentos, mas firmes, ao encontro do Senhor que vem. Nunca, jamais, penetraremos na profundidade abissal deste Mistério. Nunca, jamais, seremos dignos realmente de receber este Corpo santo. Porém, é o Senhor quem assim o quer, porque deseja nos fortalecer, agora, para a vida do corpo, e depois, para a vida eterna.
 
Ação de graças: É agora o momento de meditarmos, embora não entendendo tudo, no que significa aquilo que acabamos de fazer. De fato, nunca conseguiremos compreender a grandeza deste mistério. Os próprios anjos ali presentes estremecem de emoção, diante da sublimidade do que presenciam. Uma simples criatura humana, falha, pecadora, e indigna, poder unir-se tão intimamente ao seu Deus Trindade. Fazer-se um só com Deus, é uma coisa que nossos sentidos carnais não podem compreender. Mas é uma realidade incontestável. 
 
     Os santos dizem que nem Deus poderia fazer algo de melhor, de mais grandioso, de mais perfeito, de mais sublime, que a Santa Eucaristia. Prova final do inesgotável Amor de Deus pela Sua criatura humana. Na verdade, nós deveríamos ficar ali, prostrados, pelo menos uns 15 minutos em adoração, rosto colado ao solo, antes de seguir aos ritos finais. Mas quantos há, que só pensam agora em disparar para a rua como se fugissem do diabo? Ó infelizes! Se eles soubessem o quanto isso ofende a Jesus!...
 
Sacrário Vivo: Unida ao Corpo Santo de Jesus, agora, a criatura também se torna um sacrário vivo. Para onde formos, e enquanto estivermos em estado de graça, o Senhor há de permanecer conosco. Ele permanecerá em nossa vida, para fortalecer-nos contra os ataques infernais, para nos dar forças para suportarmos as cruzes da vida, porque Ele – fortaleza Suprema – estará em nós, e então, nada nos poderá faltar ou prejudicar. 
 
     Mas, infeliz de quem recebe o Corpo do Senhor indignamente. Para estes é a condenação, pois sacrilégio, uma falta gravíssima, que é receber Jesus em estado consciente de falta grave. Nunca façamos isto! Infelizmente, porém, diariamente acontecem milhares de comunhões sacrílegas. Sinal supremo de desprezo, de quase ódio, de absoluto pouco caso.
 
   Chegamos aqui, aos Ritos Finais, a última parte da Santa Missa.
 
A benção final: Nunca nos esqueçamos: esta benção, dada pelo próprio Jesus, ainda presente, é muitas vezes desprezada pelas pessoas. De fato, nós a deveríamos receber de joelhos, pois é uma fonte de muitas graças. Graças que nos irão acompanhar pela vida, para o dia a dia, e que atuarão dentro das nossas casas, do nosso trabalho, onde quer que estejamos. Neste momento, é comum o sacerdote lembrar também de Maria, Nossa querida Mãe do Céu, pedindo para que ela também nos acompanhe, e que nos proteja. 
 
     Sim, Maria deve sempre ser lembrada no sacramento da Eucaristia. Porque um dia Ela triunfará, assim como predisse em Fátima. E o triunfo de Maria é certamente o grande triunfo de Jesus Eucarístico, conforme nós já colocamos no artigo anterior. Maria foi a maior adoradora da Eucaristia viva, e nenhuma criatura da terra jamais esteve tanto de joelhos diante de seu Senhor igual a ela. De fato, quando TODOS os homens da terra reconhecer a Eucaristia como Corpo e Sangue de Cristo, também Maria Santíssima será chamada de Mãe por todos os povos.
 
    E pensar que, mesmo diante de algo tão incrível, de um mistério tão profundo, já muitos pugnam para que não se adore mais a Jesus presente na Eucaristia, em Corpo, Sangue, Alma, Divindade e Humanidade, sob a alegação maldita de que “estar de pé é um gesto dos ressuscitados”. Ó Senhor, quando é que teu braço irá baixar sobre esta humanidade que tanto Te desafia? Até quando Senhor?   
 
     Algumas observações finais, de coisas que prejudicam grandemente a Santa Missa e dela fazem perder um número infindável de graças:
     1 – A falta do asperges-me, a benção do inicio da Santa Missa, quando o sacerdote vai ao redor do recinto sagrado – por dentro é obvio – e esparge todas as entradas e as pessoas, com água benta. Isso proíbe os demônios de adentrarem na Igreja e permite uma concentração maior, com o consequente aumento das graças. 
     2 – O descompasso, a desafinação dos cantos e a estridência ou o batuque nos instrumentos. Isso irrita, desconcentra e roubam infindáveis graças. Sem falar, é claro, em muitos cantos impróprios e até profanos que se costuma usar em muitas igrejas.  
     3 – A não sequência exata do rito e da Liturgia, conforme já comentamos no outro texto. Também é causa de perda de graças preciosas, o uso destes folhetos e não dos livros sagrados. É importantíssimo seguir com exatidão o Missal, executar cada gesto, até mesmo as genuflexões, tudo em profundo recolhimento e absoluto respeito pela pessoa de Deus presente. Só assim, graças virão!
     4 – Perdeu-se muito, também, depois que se abandonou o pequeno exorcismo final, de São Miguel, que se rezava na Missa antiga. Também as orações pela Igreja e pelo país. Isso foi um verdadeiro desastre, pois se dá conta que, justo depois que deixamos de rezá-las, foi que a fumaça de satanás adentrou na Igreja, conforme disse o Papa Paulo VI.
 
     No mais, não comentamos a questão da comunhão na mão, na boca, de joelhos, em pé. Isso é fórmula que pertence à Igreja, e o bispo de cada diocese é quem determina. É preciso ser obediente. Também não devemos escolher ministros, nem segregar ministras, buscando a fila do sacerdote, que invariavelmente deve sempre ajudar a distribuir a Santa Eucaristia. Quem faz isso julga, condena, e está em estado de falta grave, não podendo ir à Eucaristia. O que sempre, em todos os nossos anos de batalha, temos dito, temos defendido e lutado, é para que todos recebam a Eucaristia em estado de graça, isto é, sem pecado grave e consciente, pois este é um grande desastre dentro da Igreja.
 
     E assim, conseguimos finalmente passar para o papel uma pequena ideia do que, de fato, significa uma santa Missa e o Santíssimo Sacramento. Certamente que as atitudes e as meditações de Frei Pio, o santo crucificado com Jesus, foram fundamentais para que tivéssemos ânimo de chegar ao fim desta tarefa. Quanto a mim, creiam os leitores, a cada dia que passa, a cada santa Missa que acabo de assistir, mais e mais me sinto vexado por não tê-la vivido assim como deveria. Por não havê-la sentido, tanto quanto minhas forças o permitiram. Por não havê-la amado, com tanto Amor como Jesus me pedia. Foi, sem dúvida, o mais difícil artigo que já escrevi.
 
     Por isso peço a Nossa Senhora, minha Mãe querida, que me ajude a amar ainda mais, e sempre mais ardentemente a Jesus Sacramentado. Porque tudo aquilo que minha mente não compreende, certamente minha alma sente. Tudo aquilo que meu pequeno ser não comporta, certamente a eternidade deste Mistério da nossa Fé suplanta e supre. Tudo aquilo que a minha indignidade humana negligencia, certamente a pureza infinita de Deus supre com folgada margem. 
 
     Só no Céu entenderemos este Mistério. Até lá, procuremos buscar Jesus quanto mais vezes O pudermos, sempre dignamente preparados, porque virá o dia – e este dia está mais próximo do que muitos imaginam – em que este Tesouro Supremo nos será tirado. E quando isso acontecer, um denso véu de sombras cobrirá a terra. Dos profundos abismos do báratro infernal, sairão todos sátiros imundos, e ocuparão um a um todos os lugares santos, antes ocupados pelos sacrários que cairão aos milhares. Muitos duvidam disso! Entretanto, não seja você também um destes pobres céticos, porque eles se darão muito mal agindo assim. Quando as sombras cobrirem a terra, muitos entenderão que é tarde para lamentos e prantos. Eles estarão todos despreparados, não fortalecidos, e poderão sucumbir ante o assalto das trevas. 
 
     Enfim, a Santa Missa deve ser – porque é – o centro da vida do cristão. Todas as outras denominações – ditas cristãs – que não aceitam a doutrina do Pão da Vida e que com isso se afastaram de Jesus, perdem imensos volumes de graças, e embora se digam ou se achem fortalecidas, terão a maior dificuldade na hora da tribulação. 
 
     Só os que estiverem próximos da Eucaristia, ou que se alimentarem diariamente dela, passarão praticamente incólumes pela tribulação que vem, e vem em fúria. Aos outros, o caos! Aos outros, a dor! Nenhuma real garantia de salvação. Nenhuma real certeza de passar para a Nova Terra. A única certeza que todos devemos ter, é que Deus é misericordioso. É apenas isto que os salva, e que salva também aos católicos relapsos. 
 
Coloquemo-nos sob a proteção do Santíssimo Sacramento. E estaremos plenamente saciados! E protegidos! Amém! (Aarão).


  

 
 
 

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