Sejam Bem Vindos! Que Deus vos abençoe!

Página dedicada aos que amam as almas do Purgatório.
FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
Documento sem título




 
 
14/07/2005
Supremo Tesouro
 
Eucaristia - 02 Supremo Tesouro
Eucaristia - 02 Supremo Tesouro

SUPREMO TESOURO
(01/05/2003)
      A respeito da: “Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia do sumo pontífice João Paulo II aos bispos, aos presbíteros e diáconos, às pessoas consagradas e a todos os fiéis leigos sobre a eucaristia, na sua relação com a Igreja”, algumas considerações.
 
     Sentimos que nem todos os leitores deste precioso e recente documento da nossa Igreja têm maior facilidade em penetrar um pouco mais neste Supremo Mistério de nossa fé, pelo que gostaríamos de fazer algumas considerações. Na verdade, até mesmo um sacerdote com o qual conversei sobre o texto, me disse que o achou muito cheio de citações, muito difícil de entender. Mas observei a ele que este cuidado histórico da nossa Igreja, esta citação exaustiva das fontes, é absolutamente necessária para segurança e confiabilidade. Entretanto, como muitas partes do texto original de trinta páginas são menos necessários, irei ressaltar apenas alguns dos pontos que acho, são essenciais, pois reafirmam a milenar doutrina da Igreja sobre a Sagrada Eucaristia, sem arredar de nenhum dos pontos vitais. Ao final de cada texto em negrito, estará citado o número de onde o texto foi colado em azul!     
 
      Num maravilhoso crescendo, e com sua notada e rara sabedoria, o Papa vai reafirmando um a um os pontos vitais deste sublime Mistério de nossa Fé, sem deixar nada fora. Vejo que, além de ser uma carta oportuna, tem ainda um componente que a maioria das pessoas deixaria passar sem ver. Trata-se de reafirmar, ainda dentro de seu mandato, de uma forma categórica e incontestável, o pensamento dele, e o pensamento da verdadeira Igreja, sobre o real sentido e significado da Eucaristia. O fato é que se notam hoje, em todo o mundo, movimentos tendentes a destruí-la, baseados em um ecumenismo falso, que prega uma unidade insana a custa de nossos mais preciosos Dogmas, a Eucaristia inclusive. Eis que se delineava no horizonte até mesmo a louca pretensão de destruir este Santo Sacramento, ainda sob a égide de João Paulo II, para mais tarde, sob um falso comando, imputarem a ele a culpa pelas modificações.
 
     Entre estes desejos maléficos, estavam certamente e basicamente os seguintes: 1 – Eliminar o sentido de Sacrifício, trocando-o por simples comemoração; 2 – Eliminar o Dogma da presença viva e real de Cristo na Eucaristia, pela simples ceia festiva, a modo de algumas confissões protestantes; 3 – Descaracterizar o rito fiel, seguro e preciso do Missal, por uma certa inculturação maligna, tendente a deformar toda a preciosa Liturgia e com isso o Sacramento; 4 – Minimizar os gravíssimos efeitos do pecado, permitindo cada vez mais que pessoas em falta grave, em pecado continuado, e mesmo de outras seitas que não aceitam a presença real de Cristo na Eucaristia, se aproximem do Corpo de Cristo. Contra isso tudo, João Paulo II vem e:
    
01 – Reafirma que a Eucaristia é o núcleo central da nossa Fé e da nossa Igreja:
       A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja.(...) Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança (...). Com efeito, «na Santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo ».(1)
 
02 – Reafirma que o momento inicial da Igreja Católica foi o da instituição da Eucaristia.
       A Igreja, ao mesmo tempo em que apresenta Cristo no mistério da sua Paixão,
revela também o seu próprio mistério: Ecclesia de Eucharistia. Se é com o dom do Espírito Santo, no Pentecostes, que a Igreja nasce e se encaminha pelas estradas do mundo, um momento decisivo da sua formação foi certamente a instituição da Eucaristia no Cenáculo.
 
03 – Reafirma que o sacerdote, na Santa Missa, está no lugar do próprio Cristo.
       Este pensamento suscita em nós sentimentos de grande e reconhecido enlevo. (...) Que de maneira especial, deve inundar o ministro da Eucaristia, o qual, pela faculdade recebida na Ordenação sacerdotal, realiza a consagração; é ele, com o poder que lhe vem de Cristo, do Cenáculo, que pronuncia: « Isto é o meu Corpo que será entregue por vós »; « este é o cálice do meu Sangue, [...] que será derramado por vós ». O sacerdote pronuncia estas palavras ou, antes, coloca a sua boca e a sua voz à disposição d'Aquele que as pronunciou no Cenáculo e quis que fossem repetidas de geração em geração por todos aqueles que, na Igreja, participam ministerialmente do seu sacerdócio.(5)
 
04 – Reafirma que a Eucaristia é o Corpo Vivo e o Sangue de Jesus que dá vida à Igreja.
       Contemplar o rosto de Cristo e contemplá-lo com Maria é o « programa » que propus à Igreja na aurora do terceiro milênio, convidando-a a fazer-se ao largo no mar da história lançando-se com entusiasmo na nova evangelização. Contemplar Cristo implica saber reconhecê-Lo onde quer que Ele Se manifeste, com as suas diversas presenças mas sobretudo no sacramento vivo do seu corpo e do seu sangue. A Igreja vive de Jesus eucarístico, por Ele é nutrida, por Ele é iluminada. A Eucaristia é mistério de fé e, ao mesmo tempo, « mistério de luz ».(6)
 
05 – Reafirma que Cristo é o Sumo e Eterno por excelência.
       Este cenário tão variado das minhas celebrações eucarísticas faz-me experimentar intensamente o seu caráter universal e, por assim dizer, cósmico. Sim, cósmico! Porque mesmo quando tem lugar no pequeno altar duma igreja da aldeia, a Eucaristia é sempre celebrada, de certo modo, sobre o altar do mundo. Une o céu e a terra. Abraça e impregna toda a criação. O Filho de Deus fez-Se homem para, num supremo ato de louvor, devolver toda a criação Àquele que a fez surgir do nada. Assim, Ele, o sumo e eterno Sacerdote, entrando com o sangue da sua cruz no santuário eterno, devolve ao Criador e Pai toda a criação redimida. Fá-lo através do ministério sacerdotal da Igreja, para glória da Santíssima Trindade. Verdadeiramente este é o mysterium fidei (mistério da fé) que se realiza na Eucaristia: o mundo saído das mãos de Deus criador volta a Ele redimido por Cristo. (8)
 
06 – Reafirma que a Eucaristia é o SUPREMO TESOURO da nossa Igreja Católica.
       A Eucaristia, presença salvífica de Jesus na comunidade dos fiéis e seu alimento espiritual, é o que de mais precioso pode ter a Igreja no seu caminho ao longo da história. Assim se explica a cuidadosa atenção que ela sempre reservou ao mistério eucarístico, uma atenção que sobressai com autoridade no magistério dos Concílios e dos Sumos Pontífices.(9)
 
07 – Renova a necessidade das adorações ao Santíssimo e das procissões eucarísticas.
       Não há dúvida que a reforma litúrgica do Concílio trouxe grandes vantagens para uma participação mais consciente, ativa e frutuosa dos fiéis no santo sacrifício do altar. Mais ainda, em muitos lugares, é dedicado amplo espaço à adoração do Santíssimo Sacramento, tornando-se fonte inesgotável de santidade. A devota participação dos fiéis na procissão eucarística da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é uma graça do Senhor que anualmente enche de alegria quantos nela participam. E mais sinais positivos de fé e de amor eucarísticos se poderiam mencionar.(10)
 
08 – Lamenta os abusos* e os abandonos* a que é submetido do Santíssimo.
       A par destas luzes, não faltam sombras, infelizmente. De fato, há lugares onde se verifica um abandono quase completo do culto de adoração eucarística. Num contexto ecl
esial ou outro, existem abusos que contribuem para obscurecer a reta fé e a doutrina católica acerca deste admirável sacramento.(10)
      
      * Entre os abusos está com certeza o pouco caso com que Ela é tratada.
      * Entre estes abandonos, certamente, está o fato generalizado dos altares laterais e dos sacrários cercados de grades, como se Jesus fosse um criminoso.
 
09 – Denuncia a tentativa de eliminar o sentido de sacrifício e o falso ecumenismo.
        Às vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrificial é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que assenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio. Aparecem depois, aqui e além, iniciativas ecumênicas que, embora bem intencionadas*, levam a práticas na Eucaristia contrárias à disciplina que serve à Igreja para exprimir a sua fé. Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambigüidades e reduções.(10)
 
       * Aqui eu pediria perdão a Sua Santidade: estas tentativas são é mal intencionadas, sim! O Papa aqui é indulgente e benigno com os adversários de Jesus eucarístico.
 
10 – Reafirma que a Santa Missa é a perpetuação do Sacrifício da Cruz.
       «O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue » (1 Cor 11, 23), instituiu o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue. As palavras do apóstolo Paulo recordam-nos as circunstâncias dramáticas em que nasceu a Eucaristia.Esta tem indelevelmente inscrito nela o evento da paixão e morte do Senhor. Não é só a sua evocação, mas presença sacramental. É o sacrifício da cruz que se perpetua através dos séculos. Esta verdade está claramente expressa nas palavras com que o povo, no rito latino, responde à proclamação « mistério da fé » feita pelo sacerdote: «Anunciamos, Senhor, a vossa morte». (11)
 
11 – Reafirma que a Eucaristia é a doação integral de Deus aos homens. 
        A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d'Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação. Esta não fica circunscrita no passado, pois « tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente ».(11)
 
12 – Reafirma que através da Eucaristia, se realiza a obra da redenção.
       Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e « realiza-se também a obra da nossa redenção ».Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes. Assim cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável.(11)
 
13 – Reafirma que o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício.
        A Igreja vive continuamente do sacrifício redentor, e tem acesso a ele não só através duma lembrança cheia de fé, mas também com um contacto atual, porque este sacrifício volta a estar presente, perpetuando-se, sacramentalmente, em cada comunidade que o oferece pela mão do ministro consagrado. Deste modo, a Eucaristia aplica aos homens de hoje a reconciliação obtida de uma vez para sempre por Cristo para a humanidade de todos os tempos. Com efeito, « o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício ».(12)
 >14 – Reafirma que a Santa Missa renova incessantemente o Sacrifício de Cristo na Cruz.
       A Missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica. O que se repete é a celebração memorial, a « exposição memorial » de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrificial do mistério eucarístico não pode ser entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas indireta ao sacrifício do Calvário.(12)
 
15 – Reafirma que o Sacrifício Eucarístico rememora também a Ressurreição de Cristo.
        Com efeito, o sacrifício eucarístico torna presente não só o mistério da paixão e morte do Salvador, mas também o mistério da ressurreição, que dá ao sacrifício a sua coroação. Por estar vivo e ressuscitado é que Cristo pode tornar-Se « pão da vida » (Jo 6, 35.48), « pão vivo » (Jo 6, 51), na Eucaristia.(14)
 
16 – Reafirma a Doutrina da Transubstanciação que acontece durante a consagração.
        Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: « Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação ».(15)
 
17 – Reafirma que depois da Transubstanciação, deixam de existir o pão e o vinho.
        Toda a explicação teológica que queira penetrar de algum modo neste mistério, para estar de acordo com a fé católica deve assegurar que na sua realidade objetiva, independentemente do nosso entendimento, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de modo que a partir desse momento são o corpo e o sangue adoráveis do Senhor Jesus que estão realmente presentes diante de nós sob as espécies sacramentais do pão e do vinho ».(15)
 
18 – Reafirma que a forma correta é: derramado por muitos* e não por todos como se reza.
       O sacrifício eucarístico está particularmente orientado para a união íntima dos fiéis com Cristo através da comunhão: recebemo-Lo a Ele mesmo que Se ofereceu por nós, o seu corpo entregue por nós na cruz, o seu sangue « derramado por muitos para a remissão dos pecados » (Mt 26, 28) (16).
 
       * Esta foi uma das vitórias dos adversários da Missa: Trocar a palavra real por uma falsa o que vai uma grande diferença, pois Jesus somente morrer por aqueles que querem se apropriar dos méritos de sua paixão.
 
19 – Reafirma que a Eucaristia não é metáfora, mas sim realmente corpo e sangue de Cristo.
        Não se trata de alimento em sentido metafórico, mas « a minha carne é, em verdade, uma comida, e o meu sangue é, em verdade, uma bebida » (Jo 6, 55) (16).
 
20 – Reafirma que só quem se alimenta da Eucaristia, tem a garantia da Ressurreição*.
        Quem se alimenta de Cristo na Eucaristia não precisa de esperar o Além para receber a vida eterna: já a possui na terra, como primícias da plenitude futura, que envolverá o homem na sua totalidade. De fato, na Eucaristia recebemos a garantia também da ressurreição do corpo no fim do mundo: « Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia » (Jo 6, 54). Esta garantia da ressurreição futura deriva do fato de a carne do Filho do Homem, dada em alimento, ser o seu corpo no estado glorioso de ressuscitado. Pela Eucaristia, assimila-se, por assim dizer, o « segredo » da ressurreição.(19)
 
      * Em carta recente e conjunta, o Papa e o Cardeal Ratzinguer deixaram muito claro o que está no evangelho de João 6: Só os católicos, que têm a Eucaristia, tem a garantia da salvação Eterna, ainda em vida. A Bíblia é extremamente clara neste sentido!
 
21 – Reafirma que o Sacrifício Eucarístico une céu e terra pela Comunhão dos Santos
      
Ao celebrarmos o sacrifício do Cordeiro unimo-nos à liturgia celeste, associando-nos àquela multidão imensa que grita: « A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro » (Ap 7, 10). A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho.(20)
 
22 – Cobra dedicação, amor e responsabilidade de todos pela manutenção da Eucaristia.
        Conseqüência significativa da tensão escatológica presente na Eucaristia é o estímulo que dá à nossa caminhada na história, lançando uma semente de ativa esperança na dedicação diária de cada um aos seus próprios deveres. De fato se a visão cristã leva a olhar para o « novo céu » e a « nova terra » (Ap 21, 1), isso não enfraquece, antes estimula o nosso sentido de responsabilidade pela terra presente.(20)
 
23 – Reafirma que o Sacrifício da Missa renova e é a chave da Nova Aliança.
        Ao oferecer-lhes o seu corpo e sangue como alimento, Cristo envolvia-os misteriosamente no sacrifício que iria consumar-se dentro de poucas horas no Calvário. De modo análogo à aliança do Sinai, que foi selada com um sacrifício e a aspersão do sangue, os gestos e as palavras de Jesus na Última Ceia lançavam os alicerces da nova comunidade messiânica, povo da nova aliança. (21)
 
24 – Reafirma que na comunhão, Cristo realmente se incorpora em nós* num Sacramento.
       A incorporação em Cristo, realizada pelo Batismo, renova-se e consolida-se continuamente através da participação no sacrifício eucarístico, sobretudo na sua forma plena que é a comunhão sacramental. Podemos dizer não só que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós. Unindo-se a Cristo, o povo da nova aliança não se fecha em si mesmo; pelo contrário, torna-se « sacramento » para a humanidade.(22)
 
      * Como se poderá então receber Jesus em estado de pecado?
 
25 – Reafirma que a Eucaristia é o vértice de toda a evangelização.
        Por isso, a Igreja tira a força espiritual de que necessita para levar a cabo a sua missão da perpetuação do sacrifício da cruz na Eucaristia e da comunhão do corpo e sangue de Cristo. Deste modo, a Eucaristia apresenta-se como fonte e simultaneamente vértice de toda a evangelização, porque o seu fim é a comunhão dos homens com Cristo e, n'Ele, com o Pai e com o Espírito Santo.(22)
 
26 – Reafirma que pela comunhão, nós nos transformamos no Corpo de Cristo*.
        Concreto e profundo, S. João Crisóstomo comenta: « Com efeito, o que é o pão? É o corpo de Cristo. E em que se transformam aqueles que o recebem? No corpo de Cristo; não muitos corpos, mas um só corpo. De fato, tal como o pão é um só apesar de constituído por muitos grãos, e estes, embora não se vejam, todavia estão no pão, de tal modo que a sua diferença desapareceu devido à sua perfeita e recíproca fusão, assim também nós estamos unidos reciprocamente entre nós e, todos juntos, com Cristo ».(23)
 
      * Vejam a tremenda responsabilidade que assumimos ao nos aproximarmos da mesa da Eucaristia. Não se trata de apenas receber o Corpo de Cristo, mas se transformar Nele.
 
27 – Reafirma que pela Eucaristia realizamos a verdadeira experiência da unidade fraterna
       O dom de Cristo e do seu Espírito, que recebemos na comunhão eucarística, realiza plena e sobreabundantemente os anseios de unidade fraterna que vivem no coração humano e ao mesmo tempo eleva esta experiência de fraternidade, que é a participação comum na mesma mesa eucarística, a níveis que estão muito acima da mera experiência dum banquete humano. Pela comunhão do corpo de Cristo, a Igreja consegue cada vez mais profundamente ser, « em Cristo, como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano ». Aos germes de desagregação tão enraizados na humanidade por causa do pecado, como demonstra a ex
periência quotidiana, contrapõe-se à força geradora de unidade do corpo de Cristo. A Eucaristia, construindo a Igreja, cria por isso mesmo comunidade entre os homens.(24)
 
28 – Convoca os padres a promoverem as exposições do Santíssimo Sacramento.
        O culto prestado à Eucaristia fora da Missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas. «A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós ». A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça. (26)
 
29 – Reafirma que a Eucaristia é um Sacrifício Eterno, remontando já ao próprio Cristo.
        Ora, no caso da Eucaristia, os Apóstolos também estão na sua base: naturalmente o sacramento remonta ao próprio Cristo, mas foi confiado por Jesus aos Apóstolos e depois transmitido por eles e seus sucessores até nós. É em continuidade com a ação dos Apóstolos e obedecendo ao mandato do Senhor que a Igreja celebra a Eucaristia ao longo dos séculos (27).
 
30 – Reafirma que não há Eucaristia, sem haver sacerdotes ordenados validamente.
        Para suceder aos Apóstolos na missão pastoral é necessário o sacramento da Ordem, graças a uma série ininterrupta, desde as origens, de Ordenações episcopais válidas. Esta sucessão é essencial, para que exista a Igreja em sentido próprio e pleno.(28)
 
31 – Determina claramente que apenas o sacerdote recite a Oração Eucarística*.
        Por isso se prescreve no Missal Romano que seja unicamente o sacerdote a recitar a oração eucarística, enquanto o povo se lhe associa com fé e em silêncio. (28)
 
        * Isso incluí a Oração: Com Cristo, por Cristo e em Cristo...”. Há inclusive um ordem expressa da CNBB neste sentido. Esta oração é vedada aos fiéis, pois se constitui na Oração Sacerdotal por excelência.
 
32 – Reafirma que só o sacerdote católico* pode celebrar validamente o Sacrifício da Cruz.
        Na economia de salvação escolhida por Cristo, o ministério dos sacerdotes que receberam o sacramento da Ordem manifesta que a Eucaristia, por eles celebrada, é um dom que supera radicalmente o poder da assembléia e, em todo o caso, é insubstituível para ligar validamente a consagração eucarística ao sacrifício da cruz e à Última Ceia.(...) Por isso, « o mistério eucarístico não pode ser celebrado em nenhuma comunidade a não ser por um sacerdote ordenado, como ensinou expressamente o Concílio Ecumênico Lateranense IV ».(29)
 
       * Exceção feita aos padres ortodoxos, que acreditam na Eucaristia. O que o Papa aqui afirma é que precisa ter antes o sacramento da Ordem. Como as outras denominações não acreditam nos sacramentos, então eles são inválidos. Ou seja, mesmo no caso dos protestantes em geral que celebram a ceia, ali a transubstanciação não acontece.
 
33 – Reafirma que através da Eucaristia, chegaremos a unidade de todos os cristãos.
       «Embora falte às Comunidades eclesiais de nós separadas a unidade plena conosco proveniente do Batismo, e embora creiamos que elas não tenham conservado a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico, sobretudo por causa da falta do sacramento da Ordem, contudo, quando na santa Ceia comemoram a morte e a ressurreição do Senhor, elas confessam ser significada a vida na comunhão de Cristo e esperam o seu glorioso advento ».(3
0)
 
34 – Reafirma que os que vivem nas igrejas separadas não podem participar da Eucaristia.
        Por isso, os fiéis católicos, embora respeitando as convicções religiosas destes seus irmãos separados, devem abster-se de participar na comunhão distribuída nas suas celebrações, para não dar o seu aval a ambigüidades sobre a natureza da Eucaristia e, conseqüentemente, faltar à sua obrigação de testemunhar com clareza a verdade. Isso acabaria por atrasar o caminho para a plena unidade visível. (30)
 
35 – Reafirma que as celebrações ecumênicas* da Palavra, não substituem a Santa Missa.
        De igual modo, não se pode pensar em substituir a Missa do domingo por celebrações ecumênicas da Palavra, encontros de oração comum com cristãos pertencentes às referidas Comunidades eclesiais, ou pela participação no seu serviço litúrgico. Tais celebrações e encontros, em si mesmos louváveis quando em circunstâncias oportunas, preparam para a almejada comunhão plena incluindo a comunhão eucarística, mas não podem substituí-la.(30)
 
       * No caso de celebrações ecumênicas, deve ser solicitado aos participantes de outras denominações que não participem da Eucaristia. Se isso não for possível, melhor seria nem distribuir a comunhão, pois o para reafirma com todas as letras: É preciso acreditar em toda a verdade revelada!
 
36 – Reafirma o fato de apenas os sacerdotes consagrarem, não constitui rebaixamento.
         Além disso, o fato de o poder de consagrar a Eucaristia ter sido confiado apenas aos Bispos e aos presbíteros não constitui qualquer rebaixamento para o resto do povo de Deus, já que na comunhão do único corpo de Cristo, que é a Igreja, este dom redunda em benefício de todos. (30)
 
37 – Reafirma que a Eucaristia é a única razão de ser do sacramento do sacerdócio.
      Se a Eucaristia é centro e vértice da vida da Igreja, é-o igualmente do ministério sacerdotal. Por isso, com espírito repleto de gratidão a Jesus Cristo nosso Senhor, volto a afirmar que a Eucaristia « é a principal e central razão de ser do sacramento do Sacerdócio, que nasceu efetivamente no momento da instituição da Eucaristia e juntamente com ela ».(31)
 
38 – Reafirma a necessidade de todos os sacerdotes celebrarem a Missa diariamente*.
       Compreende-se, assim, quão importante seja para a sua vida espiritual, e depois para o bem da Igreja e do mundo, que o sacerdote ponha em prática a recomendação conciliar de celebrar diariamente a Eucaristia, « porque, mesmo que não possa ter a presença dos fiéis, é ato de Cristo e da Igreja ». Deste modo, ele será capaz de vencer toda a dispersão ao longo do dia, encontrando no sacrifício eucarístico, verdadeiro centro da sua vida e do seu ministério, a energia espiritual necessária para enfrentar as diversas tarefas pastorais. Assim, os seus dias tornar-se-ão verdadeiramente eucarísticos.(31)
 
       * Infelizmente, milhares de sacerdotes deixam de celebrar diariamente, escudando-se atrás do falso dizer que a Igreja apenas “recomenda”, não “obriga” a celebração diária. Ora se eles me acharem uma só passagem Bíblica onde Jesus obrigue alguém a fazer algo, e que não deixe livre a todos de O seguirem, então acredito nisso. O simples fato de a Igreja recomendar a TODOS os padres que celebrem diariamente, já seria uma regra para todos eles, pelo simples dever de obediência. Com isso, acredito que deixem de ser celebradas diariamente até mesmo um milhão de Santa Missas. Só no dia em que eles tiverem que prestar contas a Deus, estes padres saberão a falta que o mundo teve de todas estas Missas.
 
39 – Mostra claramente que o exemplo dos sacerdotes* é germe seguro de santas vocações.
        A solícita atenção dos sacerdotes pelo ministério eucarístico, juntamente com a promoção da participação consciente, ativa e frutuosa dos fiéis na Eucaristia, constituem exemplo eficaz e estímulo para uma resposta generosa dos jovens ao apelo de Deus. Com freqüência, Ele
serve-Se do exemplo de zelosa caridade pastoral dum sacerdote para semear e fazer crescer no coração do jovem o germe da vocação ao sacerdócio.(32)
 
       * Sempre temos dito isso: Se os padres não forem exemp


 
 
 

Artigo Visto: 1634 - Impresso: 47 - Enviado: 9

ATENÇÃO! Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão desde que sempre sejam citados a fonte www.recadosdoaarao.com.br

 

 
Visitas Únicas Hoje: 334 - Total Visitas Únicas: 3.385.369 Usuários online: 81