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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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23/11/2013
Padre e a Santa Missa
 
Eucaristia - Padre e a Santa Missa
23/11/2013 10:29:01

Eucaristia - Padre e a Santa Missa


Padre Michael Rodrigues: Por que a Missa Tradicional?




   (1) A venerável e imemorial Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, é teocêntrica – centrada e direcionada a Deus Todo-Poderoso. Ela dá glória constante ao Deus Trino: é um sacrifício de adoração, ação de graças, propiciação e impetração, direcionado a Deus, tanto teológica quanto ritualmente.
   (2) A venerável Missa Romana (Missa Tradicional) é a “Missa de Sempre”; é a Missa que sempre foi oferecida pela Igreja Una, Santa e Católica. Assim, ela é a verdadeira e autêntica Missa Católica. Ela é a Missa que foi transmitida pela tradição de Roma, a cidade consagrada pelo sangue de dois príncipes, os santos apóstolos São Pedro e São Paulo. Ela é a obra prima de dois mil anos da Tradição, vida e culto católicos.
   (3) Através da Missa Tradicional podemos ser supremamente fiéis a nossa religião católica, isto é, fiéis (exatamente à mesma) lei da fé (lex credendi) e (exatamente à mesma) lei da oração (lex orandi) que foram professadas por todos os nossos ancestrais na Fé, remontando aos próprios Apóstolos.
   (4) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes, professa, manifesta e honra o inefável Mistério que acontece: Jesus Cristo, o Único Sumo Sacerdote, oferece a Sua vida, através do ministério de Seus sacerdotes, de maneira incruenta. Nosso Redentor volta a morrer por nós de maneira mística.
   (5) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, professa, manifesta, reverencia e adora o inefável Mistério que acontece: o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, junto com a Sua alma e Divindade, se tornam realmente presentes através do Milagre da Transubstanciação no momento da Consagração.
   (6) É Dogma da Fé Católica que o culto de Adoração (latria) deve ser dado a Cristo presente na Eucaristia. A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, realiza esse culto de maneira perfeita.
   (7) A venerável Missa Romana realça o fato de que a Santa Missa é o próprio sacrifício de Cristo, santo, perfeito e completo em cada aspecto, através do qual cada fiel honra a Deus de maneira nobre, confessando ao mesmo tempo o seu próprio nada e o supremo domínio que Deus tem sobre ele.
   (8) A venerável Missa Romana é imutável. Ela se caracteriza por uma santa permanência e estabilidade. Ela é extremamente importante, porque reflete a lex credendi (a Fé), que não muda. Deus é imutável, as santas verdades da Fé Católica são imutáveis, a Sagrada Escritura é imutável. . . A Santa Missa é imutável.
   (9) A Missa Romana clássica é universal. Ela nos une não somente a todos os católicos do mundo (espaço), mas também a todos os nossos ancestrais católicos ao longo dos séculos (tempo), especialmente, às multidões de santos, cujas almas foram nutridas e fortalecidas pela mesma Liturgia celeste.
   (10) O nosso Rito Antigo expressa a Fé Católica Romana de maneira clara e completa, com beleza sublime e nobre precisão, como, por exemplo, os mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação, a santidade e grandeza de Deus Todo-Poderoso, o mistério da graça e a realidade do pecado, a veneração da Santíssima Virgem Maria, os anjos e os santos, a Missa como o Sacrifício de Cristo oferecido ao Pai Eterno para a nossa salvação, o sacerdócio como uma perpetuação do próprio Sacerdócio de Cristo, a natureza hierárquica da Igreja, morte, juízo, céu e inferno.
   (11) A venerável Missa Romana professa, manifesta e exalta os seguintes efeitos do Santo Sacrifício da Missa: a Santíssima Trindade é adorada, honrada e glorificada, Jesus Cristo renova [misticamente] a Sua Morte na Cruz, Jesus Cristo intercede pela Igreja, a Virgem Maria e os santos são honrados, a Igreja é auxiliada na batalha contra o demônio e em seu esforço para alcançar o céu, as santas almas são libertadas do purgatório.
   (12) As orações da Missa Tradicional expressam, transmitem e exaltam a doutrina católica, como, por exemplo, o ensinamento católico sobre o inferno, o juízo divino,
a ira de Deus, a punição pelo pecado, a maldade do pecado como o mal maior, o desapego do mundo, o Purgatório, as almas dos falecidos, o reinado de Cristo na terra, a Igreja Militante, o triunfo da Fé Católica, os males da heresia, cisma e erro, a conversão de não católicos, os méritos dos santos e os milagres.
   * Padre Michael Rodriguez é sacerdote da diocese de El Paso, Estados Unidos. Nosso blog já teve a honra de entrevistá-lo por duas vezes [aqui e aqui], além de publicar diversos artigos de sua autoria.
   Fonte: fratresinunum.com
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   OBS> Depois do surgimento da “Missa Nova”, em vernáculo, a língua de cada país – que veio para o povo entender (?) – na realidade algo de gravíssimo foi perpetrado contra este Supremo Mistério da nossa fé.  Eu diria, foi a primeira estocada da lança no Coração do próprio Jesus, porque, em síntese ela perdeu justamente o MISTÉRIO. É nisso que está centrada toda a sublimidade misteriosa de um Deus presente, entretanto invisível, real, entretanto acima do nosso entendimento.
   Penso que se poderia fazer um contraponto, usando dos mesmos números apontados pelo Padre Michael acima, item por item, mostrando o contrário, aquilo que a Santa Missa perdeu, de encanto, de profundidade, e de poder de remissão. De fato, todas as grandes belezas, o poder infinito de remissão contido na Missa, só pode ser creditado à Missa Tradicional, e infelizmente não a esta nova. Vejamos...
   01 – A Missa nova não é teocêntrica, todos voltados ao mesmo Deus, mas antropocêntrica, voltada para o homem. Fala-se muito em tirar os Sacrários para não dar as costas a Jesus, entretanto justamente o Sacerdote é que dá as costas para Deus. E isso está errado.
   02 – A Missa nova não surgiu do legado bimilenar dado pelo Espírito Santo à Igreja, mas sim como fruto deste insano modernismo, que visa dessacralizar, banalizar, e diminuir aquele ato, que é de Amor Infinito.
   03 – Na Missa nova foram suprimidas inumeráveis formalidades do Rito, no que se deixa de contemplar grande parte do que foi realmente o Sacrifício do Calvário, exatamente o motivo pela qual ela perde grande parte dos seus efeitos benéficos.
   04 – Na Missa Nova, infelizmente, devido à supressão destes detalhes essenciais, os modernistas conseguiram fazer dela apenas um mero “memorial”, tirando dela exatamente o essencial, o sentido sacrifical. Ou seja, a Missa nova é apenas a memória da Cruz, enquanto a Missa Antiga é sacrifício real, embora incruento, sem derramamento de Sangue.
   05 – Por uma ação poderosíssima do Espírito Santo – e para ódio eterno dos demolidores da Santa Igreja – felizmente se conservou a parte central, a Consagração, e assim, embora a perda de preciosíssimos efeitos, Jesus também está presente na hóstia consagrada, desde que se pronunciem as palavras corretas, exatamente como Jesus ensinou.
   06 – Na Missa nova, e ainda hoje por pressão dos destruidores da Igreja, eles insistem na heresia de que Jesus Eucaristia não quer ser adorado, mas sim comido. Isso já está condenado pela Igreja, através do Dogmático e Sacrossanto Concílio da Igreja Católica, com pena de excomunhão. Jesus deve sim, ser adorado, como Deus que É, Deus Eucaristia!
   07 – A Missa nova banaliza tudo, desmistifica tudo, e acaba fazendo com que as pessoas vão receber Jesus de qualquer jeito. Afinal, na Missa Antiga, ninguém poderia receber Jesus na mão, nem em pé, mas de joelhos e na boca. Não que isso seja essencial para Jesus – o essencial é a confissão em dia, é o estado de graça, que hoje praticamente nenhum sacerdote mais comenta – mas sim isso torna para a maioria como fosse receber um pedacinho de pão comum. Eis a realidade terrível!
   08 – A Missa nova, terrivelmente, tem se tornado um palco de experiências, um laboratório de testes, onde cada padre hoje tem seu jeito, cada igr
eja seus modos, cada capela suas disposições e cada povo com suas manias. Não existe mais uma unidade, mas uma verdadeira baderna ritualística, onde tudo tem sido testado e permitido. Não se obedece mais sequer ao novo missal, em si ele mesmo mal traduzido, e adaptado por cada conferencia episcopal. A Santa Missa de sempre, guarda uma unidade inarredável, que é vivida por todos os sacerdotes, cada dia, em todo o mundo.
   09 – A Missa Nova, tendo desprezado grande parte dos rituais da antiga, das orações e invocações, dos sinais da Cruz, dos momentos de genuflexão, das orações Miguelinas, do imprescindível “asperges-me” do início, acaba por afastar da Igreja a corte celestial, e abrir espaço para o livre trânsito dos demônios, que continuam dentro da Igreja, com todo o seu poder de sedução e de tentação. Penso que no Céu, durante a Missa Nova, há hoje mais choro do que devoção.
   10 – A Missa nova, “esquece” grande parte dos mistérios da nossa fé, tanto que afora as Missas dos Domingos, nem se reza mais o credo, e assim grande parte das verdades da nossa fé, não são mais lembradas, nem trabalhadas nas homilias, de modo que lentamente o povo se esqueceu dos tesouros que tem na sua Igreja, justamente o que os demolidores da Missa pretendiam: Banalizar a Missa, para banalizar a Igreja, torna-la exatamente como outra seita protestante. De fato, todas as menções que ela faz à Maria e aos Santos, aos fiéis defuntos e aos novíssimos, como entram por um ouvido e saem pelo outro.
   11 – A Missa nova, devido à irreparável perda ocasionada pela supressão de grande parte dos rituais da Missa de Sempre, acabou por praticamente perder todo o seu poder de remissão. E a prova é que o Purgatório, nos últimos 40 anos, chegou a ficar povoado com mais de 8 bilhões de almas. Isso não somente devido ao nefasto desvirtuamento que a Missa nova produziu e sim pelos dilúvios diários de sacrilégios que são cometidos pelos comungantes em estado de pecado grave, e pelos sacerdotes que celebram sacrilegamente, porque sequer acreditam naquilo que celebram, portanto mentem quando elevam a Hóstia e dizem: Isto É o Meu Corpo. Isto É o Meu Sangue...
   12 – A Missa nova, como já vimos, simplesmente suprimiu grande parte da doutrina católica, que era continuamente reavivada a cada Missa em Latim. Com isso as pessoas sempre tinham presente as verdades de sua fé, e não havia então esta fuga brutal de católicos para as seitas, nem haveria a difusão e mesmo explosão delas como hoje, porque retirando as verdades da nossa fé e deixando de rememorar aos fiéis os tesouros que somente nossa Igreja Católica tem, eles acabam se acomodando melhor nas seitas, onde cada um escolhe o pastor do seu gosto, e fabrica o deus ideal para si mesmo.
   Assim, o leitor pode fazer um contraponto entre o que era e o que é hoje a Santa Missa. Óbvio que Jesus está ainda agora presente na Missa comum, entretanto o poder de remissão dela quase foi zerado. E de fato, no caso de sacrilégio, não só este poder é zerado, como é causa de juízo e condenação para quem celebra sacrilegamente, ou quem comunga em estado de pecado grave. Isso, ao invés de produzir um efeito benéfico sobre a comunidade, acaba por se tornar maldição. Tanto que São Paulo diz claramente: é por causa disso que existe tanta gente doente, e tanta desgraça no mundo. Porque as pessoas ao invés de portarem Jesus, portam demônios, uma vez que Jesus não permanece nelas.
   Lutemos pela Santa Missa, neste momento não importa tanto qual seja, Nova ou de Sempre, pensando apenas que Jesus está em ambas, pois chegará o dia, e não tarda, onde poderemos ficar sem nenhuma. Mas acima de tudo, lutemos pelo Sacramento da Confissão, para que todas as pessoas recebam Jesus em estado de graça, e assim se tornem Sacrários vivos a perambular pelas ruas das cidades, pelos departamentos e lares, como forma de combate e afugentar os infernos, hoje em luta infrene contra a Missa, qualquer que seja ela.
   Porque em breve – e está nas Sagradas Escritura
s – virá a abominação desoladora, onde o que resta da Santa Missa será tirado, a Consagração – portanto tornando-a inválida e abominável diante de Deus – e dando a ela apenas aspecto de ceia – o que é condenado pelo Magistério da Igreja – de uma confraternização onde se pode reunir não somente os católicos, mas todos os credos, sem exceção, num encontro dominical e fraternal. Quando isso acontecer não devemos mais participar, porque isso será um escândalo, pior que isso, um crime abominável cometido contra Deus, porque torna humano aquilo que Deus constituiu por Eterno, o Sacrifício da Nova e Eterna Aliança. Sim, assinado com o Sangue do próprio Deus! 
   Aguardemos os próximos capítulos deste drama, amando, adorando e reparando pelos crimes e sacrilégios que são cometidos contra Jesus Eucaristia. E quando se fecharem os sacrários do mundo, que estejamos preparados para guardar nosso Rei nos lares, porque Ele sempre estará onde houver adoradores, em santidade e graça. (Aarão)



 



 
 
 

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