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27/09/2014
Carta do Bispo
 
Cartas - Carta do Bispo
27/9/2014 11:22:58

Cartas - Carta do Bispo


      CARTA DO BISPO DOM ROGÉLIO
      “Papa deverá prestar contas a Deus, não a mim. O mérito da causa nada mais foi do que uma oposição e perseguição ideológica. Eu e o povo fomos ignorados”.
      Em 25/09/2014 - Fonte> http://www.periodistadigital.com/imagenes/2014/08/04/rogelio-livieres.jpg

      Cardenal Marc Ouellet
      Prefeito da Congregação para os Bispos
      Palazzo della Congregazioni,
      Piazza Pio XII, 10,
      00193 Roma, Italia
      25 de setembro de 2014
      Eminência:

      Obrigado pelo carinho com que me recebeu na segunda-feira, dia 22, e na terça-feira, dia 23 deste mês, na Congregação que o senhor preside. Da mesma forma, a comunicação por telefone, que me fez há pouco, da decisão do Papa de declarar a Diocese de Ciudad del Este vacante e de nomear Mons. Ricardo Valenzuela como Administrador Apostólico.
      Tenho entendido que o Núncio, quase simultaneamente com o anúncio de que Sua Eminência acaba de me dar, fez uma conferência para a imprensa no Paraguai e agora vai à Diocese para assumir o controle imediato dela. O anúncio público pelo Núncio antes de que eu mesmo fosse notificado, por escrito, do decreto é uma irregularidade a mais neste processo anômalo. A intervenção fulminante na Diocese talvez se deva ao medo de que a maioria das pessoas fiéis reajam negativamente à decisão tomada, já que manifestaram abertamente seu apoio a mim e à minha gestão durante Visita Apostólica. A este respeito, lembre-se das palavras de despedida do Cardeal Santos y Abril: “Espero que recebam as decisões de Roma, com a mesma abertura e docilidade com que receberam a mim.” Isto indicava que o curso da ação foi decidido antes dos relatórios finais e do exame do Santo Padre? Em qualquer caso, não há que se temer rebeldia alguma. Os fiéis foram formados na disciplina da Igreja e sabem como obedecer às autoridades legítimas.
      As conversas que tivemos, aparentemente (porque eu não vi os documentos oficiais), dão como justificativas para uma tão grave decisão uma tensão na comunhão eclesial entre os bispos do Paraguai, a minha pessoa e a Diocese: “Nós não estamos em comunhão”, o Núncio havia declarado em sua conferência.
      Da minha parte, penso ter mostrado que ataques e manobras destituintes de que fui objeto se iniciaram desde a minha nomeação como bispo, antes mesmo que pudesse pôr o pé na Diocese – há correspondência daquela época entre os bispos do Paraguai com o Departamento de que Sua Eminência preside como prova irrefutável. O meu caso não foi o único em que uma Conferência Episcopal se opôs sistematicamente a uma nomeação feita pelo Papa contra a sua opinião. Eu tive a graça de que, no meu caso, os Papas São João Paulo II e Bento XVI apoiaram-me a seguir adiante. Eu entendo agora que o Papa Francisco decidiu retirar esse apoio.
      Eu só quero enfatizar que em nenhum momento recebi um relatório escrito sobre a Visita Apostólica e, portanto, eu não pude responder corretamente a ele. Apesar de muita conversa sobre diálogo, compaixão, abertura, descentralização e respeito pela autoridade das Igrejas locais, eu sequer tive a chance de falar com o Papa Francisco, mesmo para esclarecer quaisquer dúvidas ou preocupações. Por isso, não pude receber qualquer correção paterna – ou fraterna, como o senhor preferir. Sem recorrer a queixas inúteis, tal proceder sem formalidades, de forma indefinida e súbita, não me parece muito justo, nem permite uma defesa legítima, ou a correção apropriada de possíveis erros. Tudo o que recebi foram pressões or
ais para me demitir.
      Que meus adversários e a mídia local recentemente tenham relatado nos meios de comunicação, não o que aconteceu, mas o que estava prestes a acontecer, mesmo nos menores detalhes, certamente é outro indicador de que alguns altos funcionários do Vaticano, o Núncio Apostólico e alguns bispos do país estavam manobrando de forma orquestrada com vazamentos irresponsáveis para orientar o curso de ação e da opinião pública.
      Como filho obediente da Igreja, eu aceito, no entanto, esta decisão, por mais que a considere infundada e arbitrária e pela qual o Papa vai dar contas a Deus e não a mim. Além dos muitos erros humanos que tenha cometido, e pelos quais desde já peço perdão a Deus e àqueles que sofreram por isso, eu digo novamente para quem quiser ouvir que o mérito da causa nada mais foi do que uma oposição e perseguição ideológica.
      A verdadeira unidade da Igreja é a que é construída a partir da Eucaristia e do respeito, da observância e da obediência à fé da Igreja, ensinada normativamente pelo Magistério, articulada na disciplina da igreja e vivida na liturgia. Agora, no entanto, visa-se impor uma unidade baseada não na lei divina, mas em acordos humanos e na manutenção do status quo. E, no Paraguai, baseada concretamente na má formação de um único Seminário Nacional – deficiências que não foram identificadas por mim, mas com autoridade pela Congregação para a Educação Católica, em uma carta aos bispos de 2008. Por outro lado, sem criticar o que fazem os outros Bispos, embora haja uma abundância de material para tanto, eu me foquei em estabelecer um seminário diocesano de acordo com as regras da Igreja. Eu o fiz não só porque eu tenho o dever e o direito de fazê-lo pelas as leis gerais da Igreja, mas com a aprovação específica da Santa Sé, de forma inequívoca ratificado durante a última visita ad limina de 2008.
      Nosso seminário diocesano tem dado excelentes resultados, reconhecidos por cartas elogiosas recentes da Santa Sé, em pelo menos três ocasiões durante o pontificado anterior, pelos Bispos que nos visitaram e, em última instância, pelos Visitadores Apostólicos. Todas as sugestões feitas pela Santa Sé relativas a melhorias sobre a forma de conduzir o seminário foram fielmente cumpridas.
      O outro critério de unidade eclesiástica é a coexistência acrítica entre nós com base na uniformidade de pensamento e ação, o que exclui a dissidência em defesa da verdade e da legítima variedade de dons e carismas. A esta uniformidade ideológica é imposta pelo eufemismo de “colegialidade”.
      Aquele que sofre as consequências últimas daquilo que eu descrevo é o povo fiel, uma vez que as Igrejas particulares permanecem em estado de letargia, com grande êxodo para outras denominações, quase sem vocações sacerdotais e religiosas, e com pouca esperança de um dinamismo real e crescimento duradouro.
      O verdadeiro problema da Igreja no Paraguai é a crise de fé e de vida moral que a má formação do clero foi perpetuando, juntamente com a negligência dos pastores. Lugo é apenas um sinal dos tempos desta problemática redução da vida de fé às ideologias da moda e ao relaxamento cúmplice da vida e da disciplina do clero. Como eu disse, não me foi dado conhecer o relatório do Cardeal Santos y Abril sobre a Visita Apostólica. Mas se sua opinião for a de que o problema da Igreja no Paraguai é um problema de sacristia, que se resolve trocando o sacristão, estará trágica e profundamente equivocado.
      A oposição a toda renovação e mudança na Igreja no Paraguai conta não apenas com os bispos, mas também com o apoio de grupos políticos e associações anti-católicas, e, ainda, com o apoio de alguns religiosos da Conferência dos Religiosos do Paraguai –os que conhecem a crise de vida religiosa em âmbito mundial não se surpreendem com isto. O porta-voz mentiroso
e pago para essas manobras repetidamente tem sido sempre um certo Javier Miranda. Tudo isso foi feito com a intenção de mostrar uma “divisão” dentro da Igreja diocesana. Embora a verdade demonstrada e comprovada seja a ampla aceitação entre os leigos do trabalho que estávamos fazendo.
      Assim como eu, antes de aceitar a minha nomeação como Bispo, acreditava firmemente na obrigação de expressar o meu sentimento de incapaciade ante tamanha responsabilidade, depois de ter aceitado este cargo com todo o peso da autoridade divina e com os direitos e deveres que me assistem, sempre mantive a grave responsabilidade moral de obedecer antes a Deus do que aos homens. Por isto, eu me recusei a renunciar por iniciativa própria desejando testemunhar até o fim a verdade e a liberdade espiritual que um pastor deve ter. Tarefa que espero continuar em minha nova situação na Igreja.
      A diocese de Ciudad del Este é um caso a considerar, que fez crescer e multiplicar seus frutos em todos os aspectos da vida eclesial, para a felicidade das pessoas fiéis e devotas, que procuram as fontes da fé e da vida espiritual, e não ideologias politizadas e crenças diluídas, que se encaixam nas opiniões dominantes. Essas pessoas aberta e publicamente manifestaram seu apoio ao trabalho apostólico que vínhamos fazendo. Eu e o povo fomos ignorados.
      Seu afetuosamente em Cristo, + Rogelio Livieres - Ex-bispo de Ciudad del Este (Paraguay)
      ++++++++++++++++++
      OBS > Óbvio que esta carta nem será ouvida pelo Vaticano, porque não lhes interessam padres santos e sim falsos mestres, que possam ajudar o antipapa a preparar os caminhos do anticristo. Eles não querem padres que celebrem a Missa Sacrifício, e sim os que aceitem trocar Jesus Eucaristia, pelo pão da cozinha das comadres. Porque somente assim eles sabem que podem destruir a Igreja. Então Bispos como Dom Rogélio para eles se configuram inimigos, e estes devem ser tratados com os rigores da lei, mesmo que esta lei seja a mentira, a perseguição sórdida, a injustiça, e tudo o mais que brota da mente de satanás.
      Que atitude irão tomar os seminaristas daquela diocese? Com certeza eles seguirão seu Bom Pastor. Se não o fizerem abertamente, o seguirão na clandestinidade. Eu não duvido que muitos destes jovens, mis adiante, sejam ordenados extemporaneamente por ele, para cumpriram as funções da Confissão e da Eucaristia. A Igreja de Jesus precisará deles! Quando aos da igreja de Bergóglio a estes cabe cumprir as ordens do inimigo, para que tudo se cumpra!
      Porém eu advirto: ai dos que participaram desta diabólica trama! O Paraguai também preferiu ficar com o ex bispo Lugo, com suas mulheres, filhos e amantes. E suas intrigas! Então, se o Paraguai afundar, não procurem outro motivo! (aarão)



 
 
 

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