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02/05/2007
As possessões
 
Trevas - As possessões
02/05/2007 16:23:46
Trevas - As possessões

AS POSSESSÕES.

Num mundo depravado e ensandecido que, conduzido pelo mal e para o mal já não crê que o mal exista, numa sociedade que se diz moderna e que aboliu o inferno por absoluta conveniência, numa falsa igreja que passa a doutrinar que o inferno não existe – no que faz de Jesus um grande mentiroso – nada como continuar alertando e gritando: sim, o inferno existe! O demônio existe, ele é medonho e é mau e quer nossa perdição eterna!

Neste sentido, trazemos alguns textos escolhidos, que falam sobre as possessões, e numa parte trazem pelas visões e revelações de Jesus à mística italiana Maria Valtorta, um caso real onde Jesus expulsa de um homem a Belzebu, o segundo demônio em poder infernal, logo abaixo de Lúcifer. Trata-se, como diz Jesus, de um demônio completo, da mais alta hierarquia e poder infernal, e, portanto, extremamente difícil de ser expulso.

E antes que perguntem como Deus revela tais coisas, sabendo que tantos detalhes destes não constam das Escrituras, antecipo dizendo que nem tudo que Jesus fez está escrito na Bíblia, como São João falou. Na verdade Jesus praticou centenas de exorcismos, destes os completos como este abaixo, até os menores, dos espíritos mais fracos. Assim...

Primeiro apresentamos um entrevista atual, de ACI, onde o teólogo do Santo padre fala sobre a ação do diabo, alertando que devemos nos precaver contra ele. Vejamos:

Teólogo do Papa fala sobre a ação do demônio Por sua ação contra o homem, "devemos tomar o demônio muito a sério", mas sem esquecer em nosso caminho a confiança no amor de Deus - um amor "mais forte que tudo"- cuja misericórdia "vence todo obstáculo", explica o cardeal Georges-Joseph Marie Martin Cottier, O.P., teólogo da Casa Pontifícia.

Acontecimentos como o de 24 de julho de 2004, na catedral de Santiago do Chile, o padre Faustino Gazziero foi assassinado por um jovem que proferia gritos satânicos, isso quando o sacerdote acabara de celebrar a Eucaristia-- suscitam a questão da influência maligna na pessoa e na sociedade.

Nesta entrevista o cardeal Cottier aborda a ação real do demônio no mundo, suas causas, conseqüências e o motivo de esperança para o homem. Neste grande mistério do mal, quanto conta a ação do diabo e que parte tem ao contrário a responsabilidade do homem?O diabo é o grande sedutor porque tenta levar o homem ao pecado apresentando o mal como o bem. Mas nossa falta responsabilidade conduz à queda porque a consciência tem capacidade de distinguir o que é bom e o que é mal.

Por que o diabo quer induzir o homem ao pecado?O diabo quer arrastar consigo o homem porque ele mesmo é um anjo decaído. A queda do primeiro homem esteve precedida pela queda dos anjos. É uma heresia afirmar que também o diabo forma parte do projeto de Deus? Satanás foi criado por Deus como anjo bom porque Deus não cria o mal. Tudo o que sai da mão criadora de Deus é bom. Se o demônio se converteu em mal é por sua culpa. É ele que fazendo mal-uso de sua liberdade se fez mal.

Haverá alguma vez redenção para o demônio, como afirma algum teólogo? Propomos uma premissa: o homem caiu no pecado porque o primeiro pecador, ou seja, o demônio, arrastou-o a seu abismo do mal. De que se trata sua substância? De rejeição de Deus e, sobretudo, da oposição ao Reino de Deus como projeto de providência sobre o mundo. Esta rejeição que nasce da liberdade de uma criatura como o diabo é uma rejeição total, irremediável e radical, como se diz também no catecismo da Igreja Católica.

Então nenhuma esperança de que ao final a misericórdia de Deus possa vencer o ódio do diabo?O caráter perfeito da liberdade do anjo decaído faz que sua eleição seja definitiva. Isto não significa pôr um limite à misericórdia de Deus, que é infinita. O limite está constituído pelo uso que o diabo faz da liberdade. É ele que impede a Deus de cancelar seu pecado.

Por que o diabo, que é espírito inteligentíssimo, usa dessa maneira essa liberdade que é
em qualquer caso sempre um dom de Deus?Aqui estamos ante o mistério. O mistério do mal é antes de tudo o mistério do pecado. Somos golpeados justamente pelos males físicos, mas existe um mal muito mais radical e mais triste que é o mal do pecado. O diabo se estabeleceu em sua rejeição. Também o pecado do anjo é sempre mais grave que o do homem. O homem tem tantas debilidades em si que de alguma maneira sua responsabilidade pode ficar velada; o anjo, sendo espírito puríssimo, não tem desculpas quando elege o mal. O pecado do anjo é uma eleição tremenda.

Parece impossível que um anjo criado na luz de Deus tenha podido eleger o mal...Quando falamos de um anjo decaído por causa do pecado enfrentamos um tema muito grave e, portanto, devemos tratá-lo com grande seriedade. Na tentação do homem temos quase um reflexo do que foi o próprio pecado do anjo. Eis aqui a sedução suprema: pôr-se no lugar de Deus. Inclusive Satanás não reconheceu sua condição de criatura.

Por que o demônio é chamado príncipe deste mundo? É uma expressão do Evangelho de João. Significa que o mundo, quando esquece de Deus, é dominado pelo pecado. A ação do demônio está guiada pelo ódio para com Deus e pode fazer graves danos quando seguimos suas tentações. O mal principal do demônio é o mal espiritual, o do pecado. Esta ação toca tanto o indivíduo como a sociedade.

Deus não teria podido impedir tudo isto? Sim, mas permitiu que tanto o demônio como o homem tivesse a liberdade de atuar e, às vezes, de pecar. É um mistério tremendo. São Paulo diz: "Tudo é para o bem dos que amam a Deus". Quando, portanto, estamos com Deus, inclusive o mal contribui para o nosso bem.

Difícil de aceitar... Pensemos nos mártires. No extraordinário bem espiritual que, à luz da fé, deriva-se de uma tragédia como um martírio. Santo Agostinho, comentando a Paulo, diz: "Deus não teria permitido o mal se não quisesse fazer deste mal um bem maior". Há bens que a humanidade não teria conhecido se não tivesse estado na presença do pecado e do mal. É difícil afirmar isto, mas é a verdade.

Como o diabo atua na realidade de todos os dias?Podemos compreender isso por algumas expressões do Evangelho de João, ali onde se diz que o demônio é homicida desde o princípio. Ou seja, é destruidor e faz morrer, tanto em sentido próprio como espiritualmente. Por isso é chamado o grande tentador.

Referimo-nos ao diabo quando no "Pai Nosso" dizemos "não nos deixes cair em tentação"? Sim, pedimos a Deus resistir à tentação. É errado pensar que toda tentação venha do demônio, mas as mais fortes e mais sutis, as mais espirituais, têm certamente sua contribuição. E são tanto tentações individuais como coletivas. O demônio atua sobre a história humana. Sua influência é negativa. A morte, o pecado, a mentira são sinais de sua presença no mundo.

Diz-se que nem todas as tentações vêm do demônio. De que outra coisa devemos
nos guardar então? A tradição cristã nos diz que as fontes de tentações são três. A mais
terrível, certo, é a do demônio. Depois está o mundo, a sociedade. E finalmente está na "carne", isto é, nós mesmos. São João da Cruz diz que destas três tentações a mais perigosa é a última, ou seja, nós mesmos. Para cada um de nós o inimigo mais pérfido é si mesmo. Antes de atribuir as tentações ao demônio e ao mundo, pensemos em nós mesmos. Aqui encontramos também a importância da humildade e do discernimento. O Espírito Santo nos dá o dom do discernimento e nos preserva da soberba de confiar demasiado em nós mesmos.

Qual é a atitude mais correta que o cristão deveria observar frente ao
mistério do maligno?Não se esquecer que a paixão e a morte de Jesus triunfaram para sempre sobre o demônio. Isso é uma certeza, São Paulo diz. A fé é a vitória sobre o pai
do pecado e da mentira. Isto quer dizer que o demônio, sendo uma criatura, não tem um poder infinito. Apesar de todos seus esforços o demônio nunca poderá impedir a edificação do Reino de Deus, que cresce pese a todas as perseguições. O cristão, graças à fidelidade na fé, v
ence o mal.

Em conclusão...

Devemos levar o demônio muito a sério, mas não devemos pensar que seja onipotente. Há gente que tem um medo irracional do demônio. A confiança cristã, que se alimenta de oração, humildade e penitência, deve ser, sobretudo, confiança no amor do Pai. E este amor é mais forte que tudo. Devemos ter conhecimento de que a misericórdia de Deus é tão grande como para vencer todo obstáculo. (Fonte: ACI)

Segue agora o texto de Valtorta, gentilmente datilografado por Antonio, de Portugal, que já nos tem ajudado em muitos trabalhos, com sugestões e soluções.

1º Cura de um endemoninhado completo:

Jesus e os seus ainda estão pelas campinas. Aqui a ceifa dos trigais já terminou, e os campos mostram os restolhos queimados. O Senhor vai indo ao lado de um caminho sombreado, e está falando com uns homens, que se juntaram ao grupo dos apóstolos.
"Sim", diz um deles. "Nada o pode curar. Está mais do que louco. E, sabes uma coisa? Ele é o terror de todos, especialmente das mulheres, porque ele sai correndo atrás delas, dizendo chalaças obscenas. E ai delas, se ele as pegasse! Uma, ainda jovem, que estava voltando do rio, vendo-se agarrada pelo louco, morreu dentro de poucos dias com uma grande febre".
"Outro dia, meu cunhado tinha ido ao lugar, onde havia preparado para si e para os seus um sepulcro, pois que havia morrido o pai de sua mulher, e a fim de preparar tudo o mais para a sepultura. Mas teve que fugir, porque dentro do sepulcro lá estava o possesso, nu e uivando como sempre, e que o ameaçava com pedradas . Ele o acompanhou quase até ao povoado, depois voltou para o sepulcro, e teve que sepultar o seu morto no meu sepulcro".
"E daquela vez que se lembrou de que Tobias e Daniel o pegaram à força, o amarraram e o levaram para casa. Ele os esperou, meio escondido no meio dos caniços e da lama do rio. E, quando eles subiram para a barca, indo para a pesca ou para a travessia, não estou bem certo, com sua força de demônio, levantou a barquinha e a emborcou. Eles ficaram vivos por milagre, mas tudo o que havia na barca se perdeu, e ela também ficou com a quilha quebrada e os remos imprestáveis".
"Mas vós não fizestes que os sacerdotes o vissem"."Sim. Amarrado como um fardo de mercadoria, ele foi levado até Jerusalém. Foi uma viagem! . Eu te digo, pois eu estava lá, que eu não preciso descer ao inferno para ficar sabendo o que acontece por lá e o que por lá se diz. Mas não adiantou nada ."
"Como da outra vez?"
"Pior!"
"No entanto... E o sacerdote?"
"Mas, que queres tu! . Seria necessário que."
"Necessário o que? Continua."
"O sacerdote poderia sair-se bem se. Se... ."
"Se ele fosse santo, queres dizer, mas não tens coragem de o dizer. Eu te
digo: evita julgar. Mas é verdade tudo o que dizes. É dolorosamente
verdadeiro!...
Jesus se cala e suspira. Há um silêncio breve, mas completo.
Depois outro se atreve de novo. Se nós o encontrarmos, Tu o curas? E livras dele estes lugares?"
"Tu esperas que Eu o possa? Por quê?"
"Porque Tu és santo".
"Santo é Deus".
"E Tu és o Filho Dele".
"Como é que o podes saber?"
"Ora! Esta notícia está correndo e, além disso, nós somos da beira-rio, e
sabemos o que fizestes há três meses. Quem é que pode fazer parar uma cheia,
senão o Filho de Deus?"
"E Moisés não o fez? E Josué também?"
"Eles trabalharam em nome de Deus e para sua glória. E puderam porque eram
santos . Tu o és ainda mais do que eles".
"E Tu o farás, Mestre?"
"Eu o farei se nós nos encontrarmos".
Eles continuam para diante .
"Vai-te embora! Vai-te embora! Para trás, se não eu te mato!"
"Eis o possesso que já nos viu! Eu vou-me embora".
"Eu também".
"Eu vos acompanho".
"Não temais. Ficai e vede".
Jesus está tão seguro que os corajosos lhe obedecem . mas indo colocar-se
atrás dele. Jesus vai na frente, sozinho e majestoso, como se nada estivesse
vendo nem ouvindo.
"Vai-te embora!" O urro daquela voz é de dilacerar.
É um meio rosnado e meio uivo. Parece impossível
que aquilo possa ter saído de uma garganta humana. Vai-te embora! Para trás! Eu te mato. Porque me persegues? Eu não te quero ver!" O possesso salta completamente nu, moreno, com barba e cabelos longos e desgrenhados. As madeixas pretas e cheias de folhas secas e de poeira estão caídas sobre seus olhos turvos, injetados pelo sangue, e que se viram nas órbitas. Sua boca espuma e sangra, porque o louco se golpeou com uma pedra cortante, e diz: "Porque é que eu não te
posso matar? Quem é que amarra a minha força? És Tu? És Tu?" Jesus olha para ele e continua a ir para frente. O louco rola no chão e se morde, espuma ainda mais, fere-se com uma pedra, levanta-se, aponta com o dedo para Jesus, para o qual ele olha fixamente, todo transtornado, e diz:
"Ouvi, ouvi! Este que aí vem!"
"Cala-te demônio que estás no homem. Eu te ordeno".
"Não! Não! Não. Eu não me calo, não, não me calo. Que é que há entre nós e ti? Porque não nos tratas bem? Não te bastou ter-nos confinado no reino do inferno? Não te basta vir, ter vindo para tomar-nos o homem! Tu, que és grande e poderoso, passa e conquista, se é que o podes fazer. Mas deixa que nós façamos o que quisermos e causemos prejuízos. Nós somos para essas coisas. Oh! Mal . Não o posso dizer. Não faças que eu tu diga! Não posso maldizer-te! Eu te odeio! Eu te persigo! Eu espero torturar-te. Eu te odeio a Ti e odeio Aquele do qual Tu procedes, e odeio Aquele que é o Vosso Espírito. Eu odeio o Amor, pois eu sou o ódio. Eu te quero maldizer. Eu te quero matar. Mas não posso. Não posso! Não posso por enquanto! Mas eu te estou esperando, ó Cristo, estou te esperando. Eu hei de ver-te morto! Oh! Hora de alegria! Não! Não de alegria! Não! Morto, Tu? Não. Não estarás morto. E eu estarei vencido. Vencido! Sempre vencido . Ah! ."É o auge do paradoxismo.
Jesus continua a dirigir-se para o possesso, mantendo-o sob os raios dos seus olhos. Jesus está agora completamente sozinho. Os apóstolos e os populares ficam lá atrás. Estes últimos atrás dos apóstolos. E os apóstolos, afastados pelo menos uns trinta metros de Jesus. Alguns dos moradores do lugar, que me parece muito povoado, e também rico,
saíram atraídos pelos gritos, e estão olhando a cena, prontos também eles para fugir, como os do outro grupo. A cena está formada assim: no centro está o possesso e Jesus, já a poucos metros um do outro. Atrás de Jesus, do lado esquerdo, estão os apóstolos e os populares. A direita, atrás do possesso, estão os moradores do povoado. Jesus, depois de ter dado a ordem para que o demônio se calasse, também não falou mais nada. Somente ficou olhando fixamente para o possesso. Agora, porém, Jesus levanta os braços, estende-os na direção do possesso, e está para falar. Mas os urros do possesso tornam-se verdadeiramente infernais. O possesso se contorce, pula para a direita, para a esquerda, para ao alto. Parece querer fugir, ou investir contra Jesus, mas não consegue. E, pregado ali, e impossibilitado de fazer as suas contorções, não pode mais fazer movimento algum. Quando Jesus estende os braços, com as mãos também estendidas, como quem está jurando, o louco urra com mais força e, depois de ter dito tantas imprecações e dado risadas, e blasfemado, ele se põe a chorar e a suplicar. "Para o inferno, não. Não me mandes para lá! A minha vida já é tão horrível aqui mesmo, neste cárcere de homem, que eu quero percorrer o mundo e despedaçar as tuas criaturas. Mas lá, lá, lá! . Não! Não! Não! Deixa-me fora! ."
"Sai deste homem. Eu te ordeno".
"Não".
"Sai".
"Não".
"Sai".
"Não".
"Em nome do Deus verdadeiro, sai!"
"Oh! Porque é que me vences? Mas eu não saio, não. Tu és o Cristo, o Filho
de Deus, mas eu sou ."
"Quem és?"
"Belzebu, Belzebu eu sou, o dono do mundo e não me dobro. Eu te desafio, ó
Cristo!"
O possesso se imobiliza de repente, fica rígido, quase hierático, e fita a Jesus com olhos fosforescentes, movendo apenas os lábios, emitindo palavras ininteligíveis, e fazendo com as mãos levadas para as costas e com os cotovelos dobrados, alguns leves movimentos. Jesu
s também se deteve. Com os braços, agora cruzados sobre o peito, olha para ele. Jesus move somente os lábios. Mas não ouço nenhuma palavra.
Os presentes estão esperando, e são de parecer diferente. "Ele não vai conseguir!" "Sim, agora o Cristo consegue". "Não. O outro está ganhando".
"Ele é muito forte". "Sim". "Não".
Jesus descruza os braços. O seu rosto irradia autoridade, e sua voz é como um trovão. "Sai. É a última vez. Sai, ó satanás! Sou Eu que ordeno!" "Aaaah!" (é um urro muito longo, e com uma aflição sem melodia. Nem quem vai sendo trespassado lentamente por uma espada sente uma coisa assim). Depois o urro se transforma em palavras. Tu me venceste. Mas eu me vingarei. Tu me esmagas, mas tens ao teu lado um demônio, e nele eu entrarei para possuí-lo, investindo-o de todo o meu poder. E não haverá ordem tua que o arranque de mim. Em qualquer tempo e lugar eu gero os meus filhos. Eu, o autor do mal. E, como Deus por si mesmo se gerou, eu também por mim mesmo me gero. Minha concepção é no coração do homem, e este me pariu, pariu um novo satanás, que é ele mesmo, e eu fico jubilante, jubiloso por ter tantos filhos! Tu e os homens sempre encontrareis estas minhas criaturas, que são outros tantos eu. Eu vou, ó Cristo, tomar posse do meu novo reino, como Tu queres, e vou deixar-te este farrapo de homem, estragado por mim. Por meio dele, que eu te entrego, recebe uma esmola que Satanás te faz. Ó Deus, eu pego mil e dez mil agora, e Tu os encontrarás quando estiveres como um sujo pedaço de carne entregue à disputa dos cães, e eu tomarei dela, durante séculos, dez mil ou cem mil, para fazer dela o meu instrumento e o teu tormento. Crês Tu que ganharás de mim, ao ergueres o teu sinal? Os meus o derrubarão, e eu vencerei. Ah! É certo que eu não te venço. Mas te torturarei em ti mesmo e nos teus."
Ouve-se um fragor, como o de um raio. Mas não há esplendor de luz, nem roncar de trovão. Somente se ouve um estampido seco e dilacerante, e, enquanto o possesso cai como morto no chão, e lá fica, um grosso tronco, que está perto dos discípulos, cai por terra, como se, a um metro do chão, tivesse sido serrado por uma serra de fogo em funcionamento. O grupo dos apóstolos mal teve tempo de escapar, e os populares fugiram todos.Mas Jesus, que se inclinou sobre o prostrado e o tomou pela mão, estando assim encurvado e com a mão do que foi libertado em sua mão diz: "Vinde. Não temais!" Temerosas as pessoas se aproximam. "Esta curado. Ide buscar uma roupa". Um deles sai correndo.
Pedro pergunta: "Por que é, Mestre que o espírito imundo fez tanta resistência?"
"Porque era um espírito completo".
"Que quer dizer essa palavra?"
"Ouvi-me. Há quem se dá a Satanás, abrindo uma porta a um vício capital. E há quem se dá duas vezes, quem três, quem sete. Quando alguém abre seu espírito aos vícios, então entra nele um espírito completo. Entra Satanás, o príncipe negro".
"Aquele homem, ainda jovem, como podia ser possuído por Satanás?"
"Oh! Meus amigos! Sabeis vós por qual caminho entra Satanás? Três são os caminhos geralmente usados e deles há um que não falha nunca. Os três são: a sensualidade, o dinheiro e a soberba da mente. O da sensualidade é o que nunca falha. Feita estafeta das outras concupiscências, ela passa semeando o seu veneno, e tudo floresce, numa floração satânica. Por isso eu vos digo: "Sede senhores da vossa carne". Seja esse domínio o meio de todos os outros, do mesmo modo que esta escravidão é o começo de todas as outras. O escravo da luxúria se torna ladrão e trapaceiro, cruel, homicida, contando que esteja servindo sua patroa. Pela carne, Satanás entrou no homem e, feliz se ele o puder fazer. É pela carne que ele torna a entrar. Ele, uma e sete vezes, com a proliferação de suas legiões de demônios menores".

2º Outra lição sobre possessões

Mestre as palavras de Elisa me fazem lembrar de uma pergunta que nos fizeram hoje na estrada. Eles perguntavam, por causa de um fato acontecido no povoado, se é verdade que fazer um milagre é sempre prova de santidade. Eu dizia que si. Mas eles que
não porque naquele povoado, perto dos limites da Samaria, quem havia feito coisas extraordinárias, toda a certeza não era nenhum justo. Eu os fiz calar a boca, dizendo-lhes que o homem julga sempre mal e que aquele que eles diziam que não era justo, talvez o fosse mais do que eles. Que achas Tu disso Mestre?", pergunta Mateus.Eu digo que todos vós tínheis razão. Cada um a seu modo. Tu, por dizeres que o milagre é sempre prova de santidade. Pois geralmente é assim. E também quando disseste que não se deve julgar, para não errar. Mas tinham razão também eles para suspeitar que houvesse outras fontes para o que havia de extraordinário no homem".
"Que outras fontes?", pergunta Iscariotes.
"As forças das trevas. Existem criaturas, que já são adoradoras de Satanás, por praticarem o culto da soberba, que além de se imporem aos outros, vendem-se ao Príncipe das trevas, para o terem como amigo", responde-lhe Jesus.
"Mas pode haver mesmo isso? Não é uma lenda dos lugares pagãos que o homem pode fazer contratos com o demônio ou com os espíritos infernais?", pergunta assustado, João.
"Pode haver. Não como é narrado nas lendas pagãs. Nem com moedas ou contratos materiais. Mas com a adesão ao mal, com a escolha, a doação de si mesmo ao mal, contando que se tenha uma hora de triunfo. Em verdade, Eu vos digo que aqueles que se vendem ao maldito, contando que consigam o que querem, são mais numerosos do que se pensa".
"E eles conseguem? Recebem mesmo o que pedem?", interroga André.
"Nem sempre, e não tudo. Mas alguma coisa recebem".
"E como pode ser isso? Será tão poderoso o demônio, a ponto de poder simular que é Deus?"
"Até esse ponto, mas não poderia nada, se o homem fosse santo. Contudo, muitas vezes o homem, de per si, já é um demônio. Nós combatemos as possessões evidentes, rumorosas, vistosas. Dessas todos se lembram. Elas são incomodas para os familiares e os cidadãos, e são, sobretudo de formas naturais. O homem fica sempre atingido por aquilo que pesa e que choca os seus sentidos. O que é imaterial e perceptível só com o que é imaterial, a razão e o espírito, e não se dão conta disso e, se o percebem, não procuram precaver-se desse mal, especialmente se não o está molestando. Essas possessões ocultas escapam, pois, ao nosso poder exorcistas. E são as mais nocivas, porque elas trabalham mais na parte seleta, do lado da parte seleta, e para as outras partes seletas, da razão para a razão, do espírito para o espírito. São como uns miasmas corruptores, impalpáveis, imperceptíveis, enquanto a febre da doença não faz ver a quem por ela foi atacado, que ele foi atacado".
"E Satanás ajuda? Ajuda mesmo? Mesmo depois que Tu reinares?", perguntam todos.
"Satanás ajuda até acabar de escravizar. Deus lhe permite que o faça, porque é desta luta entre o Alto e o Baixo, entre o Bem e o Mal, que se conhece o valor da criatura. O valor e a vontade. E o deixará sempre fazer. Mesmo depois que Eu tiver subido. Mas então, Satanás terá contra si um inimigo bem forte, e o homem terá uma amiga bem poderosa".
"Quem é? Quem?"
"A Graça".
"Oh! Ainda bem! E, então para os do nosso tempo, que estão sem a graça, será mais fácil serem escravizados, mas também será menos grave a queda", diz Iscariotes.
"Não, Judas. O julgamento será igual".
"Será uma coisa simples, então, porque se formos menos ajudados, por conseqüência seremos menos condenados".
"Não está completamente errado", diz Tomé.
"Pelo contrário, ele está errado, Tomé. Porque nós de Israel temos já tanta fé, esperança e caridade, e tantas luzes da Sabedoria, que não podemos desculpar-nos por ignorância. Vós, pois, vós que tendes a Graça como Mestra vossa há quase três anos, sereis já julgados como os do tempo novo", diz Jesus, que fica pensativo, olhando para o vazio.
Depois Judas Iscariotes sacode a cabeça, como conclusão de um raciocínio interno e pergunta: "E quem se entrega assim ao demônio que é que vira?"
"Vira um demônio".
"Um demônio! De tal modo que, se eu, por exemplo, ainda que afirme que o teu contato dá um poder sobrenatural se
eu fizesse coisas que Tu censuras, seria eu um demônio?"
"É como acabas de dizer".
"Eu espero muito que tu não as faças, porém .", diz André, meio espantado.
"Eu? Ah! Ah! Eu planto as plantinhas para o nosso velho", e sai correndo para o outro lado da horta .

Lição sobre as Possessões

Acabaram de passar o vau de Betânia. Através do rio azul e bastante cheio de água, por ter sido alimentado pelos afluentes, todos eles cheios pelas chuvas do Outono. Vê-se do outro lado a margem oriental, onde estão muitas pessoas fazendo gestos. Na margem ocidental, ao contrário, que é aqui onde estão Jesus e os seus, só há um pastor e um rebanho que está pastando a erva verde da margem.
Pedro vai pôr-se sentado sobre as ruínas de um pequeno muro que por ali se encontra, sem ter enxugado as pernas molhadas na travessia do vau. Porque nesta estação usam as barcas, é verdade, mas as usam na parte mais funda, parando para deixar os passageiros nos lugares onde a quilha passa, esfregando-se nas ervas do fundo. Desse modo, por poucos que sejam os passos a serem dados, hão de ser dados dentro da água.
"Que tens? Estás sentindo-te mal?", pergunta-lhe.
"Não. Mas não posso mais com isto. No alto do Nebo, aquela violência. Antes foi em Esebom, e antes de lá, em Jerusalém, e em Cafarnaum. Depois do Nebo, em Caliroé e agora em Betábara . Oh!". Ele inclina a cabeça entre as mãos e chora .
"Não te entristeças, Simão. Não te faças ficar privado até da tua, da vossa coragem!", diz-lhe Jesus, indo para perto dele e pondo uma mão sobre a pesada veste cinzenta com que se cobre o apóstolo.
"Não posso, não posso nem ver. Não posso ver-te sendo maltratado assim . Se me deixasses reagir, talvez eu pudesse. Mas assim . eu ter que conter-me . e ficar ouvindo os insultos deles aos teus sofrimentos, como um pequenino inocente. Oh! Isso me arrebenta todo por dentro e viro um trapo .. Mas olhai se é possível ficar vendo-o assim. Parece um doente, alguém que está morrendo de febre .. Parece um culpado que está sendo perseguido e não encontra onde parar, para comer um bocado, para beber um gole, para achar uma pedra onde encostar a cabeça. Aquela hiena do Nebo! Aquelas serpentes de Caliroé. Aquele doido, que ainda lá está (e mostra a outra margem). Sem falar no segundo que tu dizes ser dominado por Belzebu! Eu tenho medo dos endemoniados. Penso que se satanás assim os prendeu, devem ter sido muito maus. Mas . o homem pode cair, sem nenhuma vontade de fazê-lo. Contudo aqueles que, sem serem possessos, fazem o que estão fazendo, com todo o seu raciocínio livre! . Oh! Não os vencerás nunca, visto que não os queres castigar? E eles te vencerão". E o pranto do apóstolo fiel, que se havia enxugado sob o fogo da ira, recomeça forte.
"Meu Pedro, e tu crês que eles não estejam possessos? Crês que para o serem, precisam ser como aquele de Caliroé e outros que temos encontrado? Crês que a possessão se manifeste somente com aqueles gritos indecentes com aqueles pulos, aquelas fúrias, a mania de viver em furnas, com os mutismos, com os membros encolhidos, com a razão entorpecida de modo que o possesso fala e age inconscientemente? Não. Há também as obsessões possessões, mais sutis e fortes, e mais perigosas, porque criam obstáculos à razão e a enfraquecem, a fim de que não faça coisas boas, mas até a desenvolvem, a aumentam para que seja poderosa, a fim de servir aquele que a possui. Deus, quando toma posse de uma inteligência, e faz uso dela a fim de que o sirva, transfunde na mesma e nas horas em que o próprio indivíduo está ao serviço de Deus, a inteligência sobrenatural, que aumenta em muito a inteligência natural dele. Credes, por exemplo, que Isaías, Ezequiel, Daniel e outros profetas, se tivessem devido ler e explicar aquelas profecias, como se elas tivessem sido escritas por outros, não teriam eles encontrado nelas as dificuldades indecifráveis que nelas encontram nossos contemporâneos? E, no entanto, eu vos digo que eles, quando as recebiam, as compreendiam perfeitamente. Olha, Simão. Apanhemos uma flor, que nasceu aqui, aos teus pé
s. O que tu estás vendo na sombra que envolve o cálice? Nada. Vês um cálice profundo, uma pequena boca, e nada mais. Agora, olha para ele, enquanto eu apanho e o trago para cá, para baixo deste raio de sol. Que estás vendo?"
"Vejo uns estames, vejo pólen, uma coroazinha de pequenos pêlos, que parecem um cílios. E ao redor dos estames, uma tirinha toda cheia de cílios pequeninos, que orna a pétala larga e as duas menores . e vejo uma gotinha de orvalho no fundo do cálice . e . oh! Aí está! Um mosquitinho cheio de cílios, que não consegue livrar-se mais . Mas, então? Deixa-me ver melhor. O pequeno pêlo parece ter sido untado com mel e está pegajoso . Já entendi! Deus o fez assim, ou para que a planta se nutra, ou para que o ar fique limpo deles. Que Maravilha!"
"Mas sem a forte luz do sol, não terias visto nada".
"É verdade. Não teria!"
"Igualmente acontece com o que é propriedade de Deus. A criatura, que de seu leva somente a boa semente a boa vontade de amar totalmente ao seu Deus, com o abandono de seus desejos, com a prática das virtudes e o domínio de suas paixões, fica absorta em Deus, na Sabedoria que é Deus, tudo vê e compreende. Depois de terminada essa acção, penetra na criatura um estado no qual o que foi recebido se transforma em forma de vida e santificação, mas faz ficar escuro, ou melhor, crepuscular, o que antes parecia tão claro.
O demônio, perpétuo imitador de Deus, produz um efeito análogo nos obsessos da mente, ainda que mais limitado, porque somente Deus é infinito, naqueles que espontaneamente se lhe entregam para triunfarem, e comunica-lhes uma inteligência superior, mas unicamente voltada para o mal, para prejudicar, para ofender a Deus e ao homem.
Mas a ação de Satanás encontrando o consentimento da alma, é contínua, levando-lhe assim, gradualmente à ciência total do mal. Estas são as piores possessões. Nada disso aparece externamente, e por isso não são evitados esses possessos. Como Eu já disse muitas vezes, o Filho do Homem vai ser ferido por possessos dessa qualidade".
"Mas Deus não poderia ferir o Inferno?", pergunta Filipe.
"Poderia. Ele é mais forte".
"E, por quê não o faz para defender-te?"
"As razões de Deus serão conhecidas no Céu. Eia, vamos. E não fiqueis abatidos".
O pastor, que ficou escutando, mas sem dar sinal disso, pergunta: "Tens para onde ir? Estás preparado?"
"Não, homem. Eu deveria ir para Jericó. Mas estou sendo esperado".
"Cansado, sim. Não nos concederam alojamento nem parada, desde que viemos
do Monte Nelo".
"E, então . Eu te queria dizer. Eu sou de perto de Betagla, a antiga. Tenho meu pai cego, e não posso ir para longe, para não deixá-lo por vários meses. Mas com isso, sofre o coração e o rebanho. Se Tu quisesses. Eu te daria alojamento. Não fica longe. O velho crê muito em Ti. José, o filho do José, teu discípulo, sabe disso".
"Vamos".
O homem não espera que Jesus o diga duas vezes. Reúne o rebanho e o encaminha para o povoado, que deve estar a nordeste do lugar, onde agora estão.
Jesus se coloca com os seus atrás do rebanho.
"Mestre!", diz Iscariotes, depois de algum tempo, "Betegla com certeza não tem quem possa receber os donativos feitos por aquele homem ."
"Quando formos para Jericó, indo para Nique, os venderemos".
"É que . este homem é pobre e será preciso pagar-lhe alguma coisa. E não tenho mais nem uma moeda".
"Víveres, nós temos bastantes. E até para alguns mendigos. Não precisamos de mais, por enquanto".
"Como quiseres. Mas seria melhor que Tu me mandasses na frente. Eu iria
pedir ."
"Não é preciso".
"Mestre, isto é desconfiança! Por quê não nos mandas mais, como antes, dois a dois?"
"Porque Eu vos amo e penso no vosso bem".
"Não é bom ficarmos assim desconhecidos. Pensarão que . somos uns indignos, uns incapazes . Antes, Tu nos deixavas ir, pregávamos, fazíamos milagres e éramos conhecidos".
"Tu te queixas por não fazeres mais essas coisas? Fazia-te bem andar longe
de Mim? Tu és o único que se lamenta por não poder andar sozinho . Judas! ."
"Mestre, Tu sabes q
ue te amo!", diz Judas.
"Eu sei. E para que o teu espírito não se corrompa, é que eu te tenho comigo. Tu já és o que guarda e distribui, o que vende ou troca para os pobres. Isso basta. E já é demais. Olha os teus companheiros. Nenhum deles pede o que tu pedes".
"Mas aos discípulos Tu deste esta licença . E essa diferença é uma injustiça".
"Judas, tu és o único que me chama injusto . Mas eu te perdôo. Vai na
frente e manda-me André".
E Jesus vai indo mais devagar, para esperar André e falar-lhe à parte. Não sei o que Ele lhe diz. Só sei o que André sorri, com aquele seu sorriso humilde e se inclina para beijar as mãos do Mestre, e depois vai para frente.
Jesus fica sozinho, atrás de todos e, com a cabeça muito inclinada, vai enxugando o rosto com a aba do seu manto, como se estivesse suando. Mas são lágrimas, e não gotas de suor, o que escorre por sobre suas faces emagrecidas e pálidas.

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OBSERVAÇÃO FINAL: Existe uma polêmica que se trava neste sentido, e diz respeito às orações de Exorcismo, se podem ou não ser praticadas por leigos. Há pessoas que, de forma muito errada e em proveito de satanás, dizem que não devemos rezar qualquer tipo de oração de Exorcismo, porque a Igreja proíbe.

Ora, se assim fosse, não poderíamos rezar o Credo, que uma das mais poderosas orações de exorcismo, nem a Ave Maria, e sequer invocar o nome da Igreja. Isso é absurdo! Muitas famílias e pessoas estão sendo atacadas pelos espíritos malignos, mas não rezam nem o Pequeno Exorcismo de São Miguel Arcanjo, por medo de estarem atiçando o mal, quando é bem o contrário.

O que a Igreja Católica proíbe sim, é praticar o exorcismo em pessoas endemoniadas, como foi o caso acima. Ninguém deve se meter num papel como aquele de Jesus, porque o demônio trucidaria a pessoa. Somente os sacerdotes aprovados pelo Vaticano têm este poder e esta ordem, e alguns nem conseguem, e precisam da união de muitas pessoas.

No caso de suspeita, deve-se procurar um bom sacerdote que encaminhará o caso. Uma coisa, porém: segundo um padre exorcista, apenas 10% dos casos apresentados são verdadeiros! Os outros são disturbios mentais que nada têm a ver com possessão.

Então, rezemos sim, as orações de Exorcismo, para proteção particular e da família. No site, em ORAÇÕES, temos algumas delas. E precisamos muito, mãos à obra então! Joelho ao chão porque nossa luta é exatamente contra as trevas, então usemos a força da oração, pois dela vem a fortaleza de Deus.

arnaldo


 
 
 

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