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17/08/2006
A Santa Tereza
 
Trevas - 503 A Santa Tereza
Trevas - 503 A Santa Tereza

VISÃO DO INFERNO DE SANTA TERESA DE ÁVILA
 
            Passamos a seguir as visões do inferno, tidas por Santa Teresa de Ávila. Como o texto original está em português de Portugal, e foi traduzido por tradutor mecânico, fizemos as adaptações necessárias e as correções gramaticais correspondentes, senão ficava muito difícil de entender. De qualquer forma em www.geocities.org o leitor poderá comparar com o original.
 
            Disse a Santa:
            Em uma ocasião teve uma visão do inferno: Um longo tempo após, depois que o Senhor já me tinha concedido muitos dos favores que eu mencionei e mais outros muito grandiosos, enquanto eu estava em oração um dia, eu repentinamente senti, sem saber como, que aparentemente me encontrava no inferno. Entendi que o Senhor queria que visse o lugar que os demônios tinham preparado lá para mim, e que eu mereci por causa de meus pecados.
            Esta experiência aconteceu dentro de um curto espaço de tempo, mas ainda que eu viva durante muitos anos, penso que seria impossível esquece-la.
            A entrada pareceu-me semelhante a uma azinhaga estreita muito longa, como um forno, baixa e escura e constrangida; o chão pareceu-me consistir em água lamacenta muito suja e de muito mau fedor e com muitas sanguessugas. No fim havia um nicho na parede ao jeito de um pequeno armário; aí me achei metida em um lugar muito estreito. Porém tudo isto era ainda – se pode dizer – encantador em comparação com o que eu senti aí: isto que eu descrevo está só mal descrito;
              O que eu senti, parece-me que não consigo nem começar a exprimir; nem pode ser entendido. Experimentei um fogo, na alma, que eu não sei como descreve-lo. As dores corpóreas eram tão insuportáveis, que embora as tinha sofrido penosas nesta vida, e que, de acordo com o que os médicos dizem, foram das piores que podem ser sofridas na terra, senti que todos meus nervos estavam contraídos e quedei paralisada, e com mais muitos outros sofrimentos de muitas espécies que eu suportei, e ainda alguns, como disse, causados pelo próprio demônio, todos estes eram nada em comparação com os que eu experimentei lá.
            E saber que haviam de ser sem fim e sem jamais cessar!... Isto, não era nada, porém, em comparação com o agoniar da alma: um apertamento, um afogamento, uma aflição tão agudamente sentida e com tal desesperada e afligida infelicidade, que atormenta, tal que eu não sei como a exprimir; porque dizer que é como um estar-se sempre arrancando a alma, é pouco, porque aí parece que se acaba a vida, mas aqui é a mesma alma que se rasga em pedaços. O fato é que eu não sei como dar uma descrição suficientemente poderosa daquele fogo interior e aquela gravíssima desesperação sobre tão gravíssimos tormentos e dores. Eu não vi quem me os infligia, mas, sentia-me queimar e espedaçar, ao que me parece; e repito que o pior era aquele fogo interior e aquele desespero.
           Estando em tão fétido lugar, tão incapaz de esperar qualquer consolação, não há onde sentar ou deitar-se, nem há lugar, pois estava metida nesta espécie de buraco feito na parede, e porque essas paredes, que são espantosas à vista, apertam elas mesmas, e todo sufoca. Não há nenhuma luz, senão somente trevas escuríssimas. Eu não entendo como pode ser isto, pois não havendo luz, entretanto a vista tudo percebe, tudo se vê.
          Não quis o Senhor que eu visse então mais do inferno, depois eu tive uma visão de coisas espantosas, de alguns tipos de castigo, enquanto à vista muito mais espantosas me pareceram, mas, como não sentia a pena, não me causaram tanto temor, que nesta visão quis o Senhor que verdadeiramente eu sentisse aqueles tormentos e aflição no espírito, co
mo se o corpo estiver a padece-los.
           Eu não sei como isso ocorre, mas entendi ser um grande dom, e que quis o Senhor que eu visse, por uma simples vista de olhos logo me livrou Sua misericórdia, porque é nada ouvi-lo dizer, nem ter outras vezes pensado em diferentes tormentos ainda que poucas (que por temor não se levava bem minha alma), nem outros diferentes tormentos que lera, não são nada comparados com esta pena, porque é outra coisa, enfim como mostrar apenas o desenho da realidade, de tal forma que, queimar-se aqui – num fogo destes da terra – é muito pouco, em comparação com esse fogo de lá.
          Eu quedei tão espantada, e ainda o sou agora, escrevendo-o, com que há quase seis anos, e é assim, que me parece o calor natural a falta de temor, aqui onde eu estou; e assim não me acordo sem que tenha trabalhos nem dores, que me pareça nada todo o que aqui se pode passar, e assim me parece em parte que nos queixamos sem propósito. E assim volto dizer que fora um dos maiores agasalhos que o Senhor me entregou, porque me aproveitou muito, assim para perder medo às tribulações e contradições desta vida, como para esforçar-me em padece-las e dar graças ao Senhor, que me libertou, ao que agora me parece, de males tão perpétuos e terríveis.
           Após ter visto isso, aqui, como disse, tudo me parece fácil em comparação com um momento que se ha de sofrer o que eu em ele lá padeci. Espanta-me como depois de ler muitas vezes livros onde se dá a entender algo sobre as penas do inferno, como eu não as temia nem as tinha em aquilo que são. Onde estava? Como me podia dar coisa descanso do que me significaria ir a tal lugar? Bendito Deus por sempre, e como se demonstrou que me amava a mim muito mais do que eu a mim mesma!
           Quantas vezes, Senhor, me livraste do cárcere e tão temerosa e como voltava eu a meter-me em ela contra a Vossa Vontade! De aqui ganhei também a grandíssima pena que me dão as almas que se condenam, destes luteranos em especial (porque eram já pelo batismo membros da Igreja), e o grande empenho em salvar almas, que me parece certo a mim que por livrar uma só de tão gravíssimos tormentos, passaria eu muitas mortes de muito boa vontade." (fim)
            Comentando: Duas coisas me chamam a atenção nesta revelação, e fazem eco, uma delas por exemplo, com as visões passadas por Fanny Moisseieva, quando trata da exigüidade, do aperto, do esmagamento a que a alma é submetida, da opressão constante e torturante. Impressão é que elas se escondem nestas frestas e gretas do inferno, para evitar que os demônios as encontrem para lhes servirem de repasto, o que se verifica na realidade inócuo.
             Outra coisa que me chamou a atenção é que bate direitinho com aquele sonho que tive do Inferno e que já coloquei no site, onde falo que o esmagamento espiritual, a tortura espiritual é mil vezes mais terrível e dolorida, que a tortura física de um corpo queimando no fogo. Quero dizer, uma alma naquela situação, preferiria mil vezes ficar mergulhada num fogo – como estes da terra – mas não ter que sofrer a tortura mental, que a faz saber que tal sofrimento será para sempre. Isso é impossível de descrever em letras humanas somente sentindo como a santa.
 
             Então se poderia perguntar: devemos ter pena destes perdidos? Destes infelizes pecadores, orgulhosos e incorrigíveis? Acaso isso adianta? E a resposta é: não! Não adianta! Porque uma coisa é certa: se Deus permitisse a um deles – e a TODOS eles sem exceção – que saíssem daquele sofrimento, e tivessem outra chance, e mais, que tivessem outras infinitas chances de conversão, para não terem que voltar para lá, em verdade eles desprezariam todas, e acabariam voltando ao mesmo tormento, e voltando sempre com castigo maior. Quem é réprobo simplesmente tem tal orgulho diabólico, que não se ajoelha diante de Deus e jamais pede perdão!
             Ou seja: toda alma que se perde é réproba, é maldita em si mesmo – ela se faz maldita por livre vontade – e prefere ir para o inferno e ali poder odiar a Deu
s. Mas uma coisa elas esquecem: depois do grande Julgamento Final, quando elas também receberem de volta se corpo corrompido, elas perderão em definitivo esta prerrogativa de odiarem, permanecendo apenas no remorso eterno, que como já vimos é mais torturante que o fogo ardente. Na verdade o ódio de certa forma as alimenta, as fortalece para mais odiarem.
             E depois, este remorso eterno, esta tortura infinita, será alimentada pela obrigação delas em observarem no paraíso o gozo dos justos, por verem o quanto perderam por sua própria culpa. Então você pode até sentir pena deles, mas isso será inócuo! O que é preciso então, é fazer todo o esforço do mundo, para evitar que uma alma se perca, uma só delas, mesmo as mais pecadoras e incorrigíveis. Vale a pena lutar por elas até no último minuto, com orações, penitências, sacrifícios e expiações, porque enquanto há vida, existe esperança de salvação.
     Em verdade, a conversão é como um lampejo do Espírito Santo, que pode acontecer numa fração de segundo. É quando a alma, tendo vivido cega e sendo obstinada no mal, num átimo percebe a sua loucura. Sim, isso em vida! E abre os olhos e vê o abismo em que está metida. Somente Deus tem este poder, e felizes somos nós que temos a imensa graça de poder participar deste processo salvador. A nossa oração humilde e confiante, pode ser esta centelha, este lampejo da graça, capaz de abrir os olhos cegos, os ouvidos surdos, as mentes obstruídas por satanás. Nunca deixemos de alertar contra o inferno! Jamais faremos o suficiente!
O tempo de fazer isso é agora! Adiante será muito tarde!
Abraços, Arnaldo
 
 
 
 
 


 
 
 

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