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21/11/2007
Três armas
 
Orações - Três armas
21/11/2007 10:46:57
Orações - Três armas

Combate Espiritual - Pe. Joãozinho, scj - Edições Loyola
TRÊS ARMAS PODEROSAS
No capítulo 6 do Evangelho escrito por Mateus, Jesus apresenta poderosas armas para o combate espiritual. Vale a pena você parar a leitura deste livro, abrir a sua Bíblia e deter-se algum tempo meditando aquele capitulo maravilhoso de Mateus.
De tudo o que está escrito no capitulo 6 de Mateus, quero destacar três armas poderosas apresentadas por Jesus: jejum, oração e caridade. Você verá como elas envolvem todo o nosso ser. Não são simples "práticas de penitência". São verdadeiros exercícios de fortalecimento espiritual. Atingem todas as dimensões de nossos relacionamentos.
Mais tarde Jesus iria dizer aos seus discípulos que, na luta contra o inimigo, muitas vezes só se chega à vitória por meio da oração e do jejum (Mt 17,21).
0 jejum
Não se trata meramente de não consumir algum tipo de alimento. 0 jejum é um exercício que ajuda no relacionamento comigo mesmo. Fortalece a vontade, na luta contra os desejos contrários à vida. 0 jejum se refere sempre a uma disciplina ligada à alimentação. Existem ocasiões em que o jejum faz parte das obrigações do cristão. Pense, por exemplo, na quarta-feira de cinzas ou na sexta-feira santa. Prima irmã do jejum é a abstinência. Conhecemos muito bem a abstinência de carne. Mas você pode descobrir outras formas de abstinência que ajudem a sua disciplina pessoal de vida. Vamos pensar na abstinência da palavra. 0 próprio Cristo alertou: o mal que realmente contamina o homem é aquele que sai da boca. 0 silêncio é um ótimo caminho de disciplina. Poderíamos pensar também na abstinência de televisão. Muitos jovens, por meio desse exercício, fortaleceram-se na luta pela reorientação de uma sexualidade com desvios. Cada um deve procurar uma forma criativa de abstinência. Conheço pessoas que permaneceram "no chão" por muito tempo. As primeiras vitórias vieram depois da opção radical de não ingerir mais bebidas alcoólicas.
0 jejum nunca deve prejudicar a saúde. Não se trata de passar fome. Conheço pessoas que fazem jejum mantendo, simplesmente, uma alimentação saudável. 0 jejum é necessário até mesmo para dar um novo sentido ao prazer. Alguém que come doces a todo momento vulgariza este prazer. Mas se a sobremesa vem de surpresa tem um sabor especial.
Portanto o segredo do jejum está na "disciplina". Cuidar da saúde exige jejum. Podemos chamar isto de dieta, mas de qualquer maneira trata-se de uma "disciplina": comer na hora certa; evitar exagero de gorduras e açúcar; eliminar o excesso de café, refrigerantes etc.
Na prática, jejuar por um dia significa tomar normalmente o café da manhã e depois permitir-se apenas uma refeição completa. Pode-se fazer um jejum mais profundo e intenso tomando o café da manhã normalmente e depois passando o dia apenas a pão e água. Tanto pão e quanta água forem necessários. Não é necessário passar fome. 0 jejum realmente nos dispõe para o combate espiritual.
Um alerta. Precisamos estar atentos para não cair na "vaidade do jejum". Há pessoas que se apegam ao jejum como a um capricho, a uma vaidade. Fazem dele um fim e não apenas um meio. Dizem que Santo Agostinho se abstinha de carne. Porém ninguém o percebia, pois quando havia uma visita Agostinho não hesitava em mandar prepará-la normalmente. Diria Jesus: que a mão direita não saiba o que faz a esquerda.
A Oração
Orar é exercitar-se na disciplina do relacionamento com Deus. Jesus destaca o valor da oração pessoal. Sem ela dificilmente ficaremos de pé na luta. A oração é o combustível de nossa batalha. E necessário manter uma vida de intimidade com o Senhor. E aqui vale o que disse o poeta: "tempo é uma questão de preferência". Se nunca acharmos um tempinho para rezar poderemos nos perguntar onde está nosso tesouro, nossa preferência, nosso coração... está onde gastamos nosso tempo.
A ora
ção mantém Jesus vivo em nós, com seus valores e critérios. Só assim podemos nos tornar cada dia mais semelhantes ao Mestre. É pela oração, canal aberto com o Senhor, que se mantém acesa a chama do amor em nosso coração.

Há pessoas que só conseguem rezar quando estão em grupo. A oração comunitária é muito importante. Mas aqui queremos dar destaque à oração pessoal. Jesus muitas vezes subia ao monte para encontrar-se a sós com o Pai. Cada um precisa encontrar, conquistar, garantir o seu "monte" para o encontro pessoal com Deus.
Às vezes nos deixamos envolver tanto pelo corre-corre da vida que acabamos abrindo mão do momento de intimidade com o Senhor. Por isso é preciso encontrar uma disciplina. Um horário. Um lugar. Um verdadeiro refúgio. Depois é preciso descobrir o melhor método de oração. Você certamente conhece aquele pequeno livro chamado A Hora Milagrosa. Nele os autores ensinam a dividir o intervalo de uma hora entre os diversos tipos de oração. Cinco minutos de entrega. Outros cinco minutos de leitura da Palavra de Deus. Um tempo para meditação. Mais um tempo para a contemplação. Cinco minutos de diálogo informal com Jesus sobre sua vida ou sobre a Palavra dele. Dois minutos de louvor. Um momento de reclamar com fé. Alguma oração que você gosta de repetir sempre. Reze o terço. Um tempo de intercessão. Você lembra das pessoas por quem gostaria de rezar. Pronto. Já se passou uma hora. E possível que você tenha apenas meia hora por dia, mas se orar todos os dias serão três horas e meia ao final da semana. Ao final do mês você terá reservado quinze horas para estar a sós com o Senhor. Faça agora uma revisão dos últimos trinta dias. Quanto tempo você esteve em oração pessoal?
Conheço muitas pessoas que reencontraram o caminho da oração pessoal depois que começaram a participar do Apostolado da Oração. Outras se identificaram mais com os métodos da Renovação Carismática Católica. Os Grupos de Oração que se multiplicam pelo país e pelo mundo são sementeiras de vida espiritual. Mas gostaria de sugerir com muito carinho e confiança um terceiro caminho: as Oficinas de Oração e Vida. Trata-se de uma iniciativa do conhecido Frei Inácio Larrahaga. Ele percebeu que a oração pessoal é também uma questão de método e exercício. Por isso promoveu essas "oficinas". Se você puder participar com certeza sairá enriquecido.
A Caridade
A. caridade é um exercício de relacionamento com o outro. Jesus fala mesmo em dar esmola. Poderíamos traduzir: alguma obra concreta em favor do irmão. 0 amor é querer o bem do outro. A caridade é fazer o bem ao próximo. Portanto, a caridade é o amor em gestos. Nossa fé não é feita apenas de belos ensinamentos e boas intenções. Como diria São Tiago: "A fé sem obras é morta" (Tg 2,26). Ou como escutamos do apóstolo João: "Se alguém diz 'Amo a Deus', e odeia seu irmão, é mentiroso" (Jo 4,20).
E como não lembrar daquela história do próximo caído no caminho (Lc 10,25-37)? Muitos passaram adiante. Foram insensíveis com o sofrimento do irmão. Jesus elogia o bom samaritano que gastou seu tempo e dinheiro, arriscou sua vida... mas socorreu o irmão. Impossível dizer tudo isso e não citar o texto do Evangelho de Mateus, capítulo 25: "Os justos lhe perguntarão no final dos tempos: `Senhor, quando foi que nos sucedeu ver-te com fome e alimentar-te, com sede e dar-te de beber? Quando nos sucedeu ver-te estrangeiro e acolher-te, nu e vestir-te? Quando é que nos sucedeu ver-te doente ou na prisão e irmos a ti?-E o rei lhes responderá: 'Em verdade eu vos declaro, todas as vezes que o fizestes a um destes mais pequeninos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes" (Mt 25,37-40).
Encontramos o rosto desfigurado de Cristo na face do irmão empobrecido, excluído, esquecido, desempregado, caído... Hoje temos um novo nome para aquilo que Jesus chamou de esmola: Promoção Humana. 0 discurso do papa João Paulo II, na Conferência de todos os Bispos da América Latina (outubro de 1992, em Santo Domingo), mostrou coisas muito importantes a esse res
peito:

"A Promoção Humana há de ser uma consequência lógica da evangelização, para a qual tende a libertação integral da pessoa".
"Solidários com os pobres, nos sentimos chamados a assumir o papel do bom samaritano".
"A preocupação pelo social faz parte da missão evangelizadora da Igreja".
"0 problema da promoção humana não pode ser posto à margem da relação do homem com Deus".
"É preciso fazer valer o novo ideal da solidariedade diante da falaz vontade de dominação".
"Como da acolhida do Espírito no Pentecostes nasceu o povo da Nova Afiança, somente esta acolhida fará surgir um povo capaz de gerar homens renovados e livres, conscientes da sua dignidade".
A promoção humana é conseqüência natural de nossa vida de oração, da vida de intimidade com o Senhor. Caso contrário poderia ser mera assistência social. A mística é o motor da caridade cristã. Quem encontra Jesus, quem faz a experiência do seu amor, não pode deixar de amar. Amar a quem? A todos! Principalmente aos mais pobres, excluídos, os mais necessitados desse amor.
Poderíamos falar, pelo menos, de três expressões do amor-caridade:
·         Amor orante: interceder, rezar pelas pessoas.
·         Amor afetivo: presença amiga, acolhimento, carinho.
·         Amor efetivo: gesto concreto de promoção humana, partilha, solidariedade social...
Resumindo:
Jejum: Disciplinar o relacionamento comigo mesmo.
Oração: Disciplinar o relacionamento com Deus.
Caridade: Disciplinar o relacionamento com o próximo.
Basta. Temos assunto para meditar durante alguns dias. Pense nestas três armas: jejum, oração e caridade. Use essas armas no seu combate. Mas atenção: elas são como que o tripé de um banquinho. Se uma das três faltar o banquinho cairá. É necessário equilibrar o relacionamento com Deus, consigo mesmo e com o irmão. Vamos meditar.


 
 
 

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