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04/12/2012
Noite Branca
 
4/12/2012 07:57:03
Recados - Noite Branca

       NOITE BRANCA

Sei que os amigos estão ansiosos para saber como foi a Noite Branca aqui em Vidal Ramos, que aconteceu no sábado passado, dia primeiro de dezembro. Em síntese nada de especial, mas no fundo uma série de sinais.


Tivemos a visita de quase uma centena de amigos do Movimento, vindos de diversos estados, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e até de Fortaleza no Ceará vieram três valentes jovens, apenas para participarem deste evento, numa demonstração de fé e de amor pela causa das almas. Foram intensos os preparativos, em especial de minha esposa Dulce Maria, que não mediu esforços para que tudo corresse bem, especialmente para que todos fossem atendidos a contento e da melhor maneira possível. De fato, Deus me deu uma maravilhosa esposa.


Sim, também outros trabalharam, na decoração da capelinha da Sagrada Família, que fica nas terras de meu pai, onde tivemos o encerramento da caminhada. A todos eu agradeço do fundo do meu coração, apenas não coloco os nomes para não correr o risco de me esquecer de alguém, até porque teria de nominar a todos os que rezaram para que tudo desse certo – como deu – e os que rezaram conosco, de muitos lugares. Realmente a gente sentia a força de todas estas orações, e embora os contratempos, tudo correu bem. Porque também muitos rezaram junto.


Até da distante Espanha recebemos esta cartinha, Paz: Gostaria de comentar que também estivemos unidos em orações na Noite Branca, aqui na Espanha ( Sant Cugat del Vallès), eu e meu marido , fizemos um Pequeno Cenáculo , infelizmente somente nós dois, mas com muita dedicação. Eram 23: 15 horário daqui, 3 hs mais do horário de Brasília, acredito que ainda estava havendo o Cenáculo ai. É com muita alegria e confiança que apesar de longe fazemos essa caminhada juntos. Aproveito para agradecer mais uma vez, por serem instrumentos da minha conversão e do meu marido! E também de ajudarem muito na minha catequização, meu crescimento espiritual. Deus lhes dê uma grandiosa recompensa! E assim foi em muitos outros lugares!


O cenáculo começou à 15 horas, com muita simplicidade. Não havia nem violão para acompanhar os cantos, apenas as doces vozes dos nossos “canarinhos” de sempre, e aproveitamos para utilizar os livros de canto da nossa Igreja Matriz onde se deu o início do evento. Devo agradecer ao Reverendíssimo Padre Vilmar por haver permitido o cenáculo, e anunciado para que todos os que desejassem pudessem participar. De contratempo apenas o fato de nossos amigos de Santa Cruz do Sul haverem tardado a chegar, para nossa preocupação, por haverem pegado um trajeto mais longo. Mas por fim estávamos todos juntos.


O cenáculo foi até as seis da tarde, e estranhamente não houve mensagem, nem a aparição de Nossa Mãe, mas certamente ela estava presente. Depois disso tivemos um lanche, que foi servido na própria Casa Paroquial, onde todos puderam apreciar as delícias da culinária de nossa cidade, conhecida com a cidade da Doce Festa, para nós um pequeno pedaço do paraíso. Aqui há fartura de tudo, há pleno emprego e falta de trabalhadores, prova de que Deus tem sido muito bom para conosco, mesmo sem mérito de nossa parte.


Depois do reforço na alimentação fomos todos ao cemitério municipal, que fica ao lado, onde fizemos uma caminhada com centenas de pessoas. Ali houve uma mensagem que tão logo a receba do Cláudio colocarei no site. Devo dizer que, no momento em que estávamos em oração, no horizonte próximo se percebia a revolução das nuvens escuras, prenunciando uma tormenta, e de fato, mal terminamos as orações e o Cláudio leu a mensagem, tivemos de correr rapidamente para a Igreja Matriz, pois logo começou uma forte chuva.


Logo tivemos a graça da Santa Missa, que teve início as 19:30 e foi celebrada pelo querido Frei Luiz. O que me impressionou na homilia dele, foi a forma tão precisa e equilibrada que ele colocou a mensagem apocalíptica das leituras, sem ser drástico em assustar, mas também sem ser morno e fugir do assunto. Realmente ele estava muito inspirado pelo Espírito Santo, pena é que não gravamos suas palavras. Também ao Frei Luiz agradecemos, porque ele correu verdadeira maratona para chegar em tempo. Disse ele que enfrentou uma forte tormenta quando mal conseguia ver os contornos da estrada, tão intensa era a chuva.


Ao final da Santa Missa, o Padre Vilmar veio, acolheu a todos, deu os avisos paroquiais e continuou presente no momento em que era recebida a imagem de Nossa Senhora do Advento, na forma de uma imagem de Maria estando grávida, que foi especialmente doada ao Movimento para estas manifestações de fé. Frei Luiz deu a bênção e convidou a todos a participarem da caminhada pelas casas, nosso compromisso a seguir. De fato, imediatamente nos pusemos em marcha pela cidade, tendo já antes as casas marcadas pela Dulce.


A primeira parada foi no Hospital da Cidade, e conforme combinamos, entrava na casa apenas o Sálvio para a bênção da casa e a pessoa com a imagem de Nossa Senhora. Na porta ficavam as crianças vestidas de anjos, que seguiam tocando uma sineta alertando sobre nossa chegada. Mas aqui de se deu a grande surpresa: A chuva! Quando começou a caminhada eu pensei: na hora da caminhada não vai ter. E efetivamente, enquanto íamos da Igreja até o Hospital, que ficam apenas 100 metros distantes, na havia chuva alguma, e pensei: como sempre, se o Céu marcou é porque não teremos problemas com a chuva.


Mas a coisa começou, primeiro alguns pingos, depois mais forte. E raros tinham guarda chuva. E a coisa foi ficando mais grossa e começou a preocupar. Já numa caminha que tivemos em Porto Belo, assim que saímos começou a chuva, mas logo parou e então pensei: Deus quer nos provar, e se começamos é porque a chuva vai parar a qualquer momento. Não parou; antes se intensificou. Aqui alguns já voltaram a pegar seus carros, outros correram atrás de sombrinhas e guarda-chuvas, porque a chuva os poderia adoecer. Mas nós continuamos. E fomos de casa em casa, debaixo de chuva. Devo, porém, registrar uma coisa: a chuva que deu na cidade era suportável, não era forte, molhava um pouco, mas não era torrencial, como aconteceu nos arredores. O próprio rio que atravessa a cidade veio barrento por causa da chuva nas cabeceiras, mas pelo que choveu na cidade nem sujaria a água.


Assim, passamos por mais de 20 casas, sempre debaixo de chuva. Antes de sairmos da Igreja o pessoal distribuiu alguns lencinhos, e num momento da caminhada um dos “anjinhos”, todo encharcado, chegou perto de mim e disse: ainda bem que nós ganhamos um “paninho” que se a gente só cheirar não pega gripe. E isso me deixou muito sensibilizado, por tão grande fé, numa simples criança. E a chuva não parou, não forte nem fraca, até chegarmos à capelinha onde faríamos o encerramento.


Nós durante a semana fizemos toda uma decoração de Natal, com muitas luzes e pisca-pisca, procurando dar um clima de festa e não de fim do mundo. No início eu pensava fazer uma manjedoura forrada de palhas para ali colocarmos o Menino Jesus, mas nada deu certo. Então fui inspirado assim: manjedoura com palhas foi a forma como o mundo antigo recebeu Jesus Menino, mas não deve ser assim agora.


Dulce então falou com um casal amigo, que teve sua criança há apenas 15 dias, que nos aguardasse na capelinha que ficou às escuras. Assim que chegamos, cantando e louvando – debaixo da chuva incessante – nos abrigamos num espaço coberto ao lado da capela. Fiz então a leitura do Evangelho que descreve o nascimento de Jesus e ao som do canto Noite Feliz recebemos o Menino, nos braços da mãe, ela trajada de Maria com seu esposo José. Acreditem, foi algo de coração, uma cerimônia simples e tocante, que nos levou às lágrimas. Tudo preparado pelo Céu, sem pompa e majestade, mas com grandes corações.


Depois fomos ver o presépio que estava montado dentro da capelinha, que tem apenas 41 m2 internamente, mas que parecia ser imensa para acolher tanta gente. Tomando a palavra eu falei que Deus nos tinha posto a prova. De fato, nós pedimos no início dos trabalhos, como intenção geral, a libertação daquela grande alma, que ainda está na Mansão Pagã e que uma vez liberta, levará a conversão de metade da humanidade. Este foi nosso pedido. Então a chuva, a dificuldade da caminhada, serviu para nos mostrar que será difícil a libertação desta alma e que isso tem um preço elevado. Serviu para darmos uma demonstração de fé necessária para merecemos esta graça, lembrando também das dificuldades que teremos doravante.


No mais o fato de termos acolhido Jesus Menino de forma diferente, vivo e chorando como recém-nascido nos queria mostrar a nova manjedoura, e que nós mesmos, com nossos corpos molhados e aquecidos por força da reação natural, fazíamos ali o papel do boi e do burrinho que aqueceram Jesus quando ele veio na primeira vez. Foi muito forte a emoção daquele momento, todo coração, numa imagem que ficará marcada para sempre.


Tínhamos ainda algumas surpresas para nosso pessoal. Nossa capelinha tem um mirante, onde está a imagem de Nossa Senhora da Rosa Mística, para onde fomos fazer as últimas orações em consagrações. E terminamos com uma queima de fogos, que proporcionou a todos um lindo espetáculo no céu noturno de nossa cidade. É que bem atrás da capelinha fica uma colina, e sobre ela meus dois irmãos, João e Hilton subiram, a duras penas devido a chuva, para soltarem os fogos.


Aqui em baixo, via celular eu ia explicando a eles como proceder, enquanto os presentes iam sabendo o sentido de cada bateria, pois até nisso resolvemos dar sentido. De fato, a primeira bateria nos saudou na chegada a capelinha, enquanto as outras se processavam da seguinte forma:


1 – Foram dados 36 tiros de canhão saudando a todas as localidades que se fizeram presentes ao evento;


2 – Foi solta uma bateria de 300 tiros, saudando toda a humanidade e o Movimento Salvai Almas;


3 – Seguiram-se 12 tiros de canhão luminoso, saudando as 12 tribos de Israel e o Novo Reino;


4 – Terminamos com 3 grandes morteiros luminosos, saudando o Pai, o Filho e o Espírito Santo.


Tudo muito lindo, que encantou também a população da cidade, e muitos vieram nos dizer que foi um espetáculo marcante, pois no alto da colina, e assim todos puderam apreciar.


E como ninguém é de ferro, terminamos com um jantar, para 70 convidados, comida excelente e os brindes de sempre, saudando a amizade que é, por demais, importante. Alguns foram embora ainda naquele dia, embora tudo tenha terminado próximo da meia noite, pois cientes de seus compromissos nas Paróquias de origem.


Enfim, agradecemos a presença de todos os que vieram, especialmente os de longe, cujo esforço é perola preciosa que coroa todo este evento. Não vou citar as localidades especificamente para não deixar nenhuma de fora. Importa saber que fizemos aquilo que foi possível, dentro da nossa simplicidade. Aliás, foi este o nosso propósito, desde o início: sermos simples como Deus é simples! Não adianta pompa se ela não brota do coração, nem adianta fazer bonito, se não for feito com amor, e mais que isso, feito exclusivamente para agradar a Deus. Aí, certamente, também agradará aos homens!


Não recebemos mensagem, nem deu para saber se o Céu gostou ou não. Mas até nisso vejo a ação de Deus, porque devemos nos acostumar a ficar sem mensagens, porque está próximo o dia em que elas cessarão, em todo mundo. Chega o tempo do silêncio do céu, para dar lugar ao tumulto do mundo. (Aarão)


PS> Esqueci de dizer: quando tudo terminou lá no mirante da capelinha, o Céu estava estrelado.



 
 
 

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